terça-feira, 22 de setembro de 2015

TROCA DE OLEO

Parece muito simples à primeira vista, mas a troca do óleo é muito mais importante do que muitos imaginam. Uma lubrificação ruim pode causar desde danos mais simples - como redução de desempenho e aumento do consumo de combustível, até um "motor fundido", que pode representar altíssimos custos para o proprietário do veiculo.


Deve-se usar aditivo no óleo?
Os fabricantes de óleo, não recomendam o uso de aditivos. Segundo eles, já há um pacote de aditivo balanceado no óleo, por isso, o uso de aditivos extras pode até comprometer a vida útil do motor. Um óleo de boa qualidade é o suficiente para a manutenção do motor.
É preciso trocar o óleo na metade do prazo quando se roda só na cidade?
O tempo para a troca de óleo só deve ser reduzido nos casos de "uso severo", situação que consta em quase todos os manuais de proprietário. Essa definição aplica-se a motoristas que enfrentam grandes engarrafamentos (com velocidade média inferior a 10 km/h), estradas com muita poeira, barro ou lama, ou quando o veículo roda no máximo 5 km por viagem.
Utilizar a marcha lenta por longos períodos também é considerado um fator crítico para a lubrificação, que se torna mais eficiente quanto mais alta for a rotação do motor, ou seja, quando o motorista conseguir desenvolver uma velocidade constante. Na prática, porém, nem sempre as concessionárias exigem que o motorista que roda em condições mais críticas faça a troca de óleo na metade do prazo previsto, quando o veículo ainda está sob garantia.
O filtro precisa ser substituído a cada troca de óleo?
"Trocar óleo e manter o filtro é o mesmo que tomar banho e não trocar de roupa" ! Apesar de cada veículo ter uma especificação, a recomendação geral é a substituição de óleo e filtro juntos, já que o segundo impede a circulação de impurezas no motor. Não trocar o filtro pode comprometer peças que têm um custo elevado se comparadas à economia de economizar no filtro.
O óleo sintético é sempre a melhor opção para o motor?
O custo elevado dos óleos sintéticos (em geral com especificação 0W, 5W e 10W) muitas vezes afasta o usuário, que acaba escolhendo lubrificantes minerais. Os sintéticos, no entanto, são apontados pelos especialistas como uma melhor opção, até mesmo num popular, pois trazem benefícios de longo prazo, como partidas mais rápidas, economia de combustível, preservação do motor de arranque e bateria, redução do desgaste e aumento da vida útil do moto. Um lubrificante sintético pode não valer a pena num popular, por exemplo, afinal o sintético custa até cinco vezes mais que um mineral. A melhor opção é usar a especificação do óleo recomendado pelo fabricante no manual do proprietário. O motor foi validado com essa especificação e terá sua durabilidade garantida.
Deve-se trocar apenas na quilometragem indicada no manual?
Em alguns casos, é necessário estar atento também ao tempo de uso, mesmo que o carro percorra pequenas distâncias. No caso da troca do óleo por tempo e não por quilometragem, normalmente sua contaminação e oxidação já estão elevados. Quanto mais ele se oxida, mais cresce sua viscosidade, aumentando o consumo de combustível, perdendo potência, formando vernizes e aumentando emissões. Em geral, deve-se trocar o óleo após um ano de uso, mesmo que esteja abaixo da quilometragem indicada no manual do proprietário.
Podemos completar o nível com óleo de outra marca?
Não há problema, desde que eles sejam de mesma especificação, mas não vale misturar mineral com sintético. Os lubrificantes de mesma especificação de desempenho e viscosidade devem obrigatoriamente ser compatíveis.
ESPECIFICAÇÃO DE OLEO
A especificação do óleo é definida por dois parâmetros: viscosidade e nível de desempenho API. O primeiro determina a fluidez do lubrificante e é formado por dois números. Num óleo 15W40, por exemplo, o 15 representa a viscosidade na partida a frio e o 40 a fluidez a 100 ºC. Quanto maior, mais viscoso, ou seja, mais espesso ele é. O ideal é que o primeiro número seja o menor possível (para que tenha fluidez quando estiver frio, oferecendo pouca resistência) e o segundo, o mais alto possível (para que seja mais espesso em alta temperatura, protegendo mais o motor). O nível API indica a formulação de aditivos usados. Os mais comuns hoje em dia são os SG, SH, SJ, SL e SM, sendo o primeiro o que oferece o menor poder de limpeza e proteção do motor e o último, o maior poder. Se o motor do seu carro pede um óleo SH, você pode usar um de nível superior, como SJ ou SL, mas um motor para SJ não pode usar um SH.

Henrique Pereira

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