domingo, 7 de agosto de 2016

LANÇAMENTO : TOYOTA RE- EDITA ETIOS PLATINUM E LANÇA MODELO 2017


A Toyota está lançando a versão Etios Platinum 2017 e será oferecida ao publico por R$ 62.490 no hatch até R$ 65.990 para o sedã.



O novo Etios Platinum traz itens de acabamento exclusivos. A principal diferença são os para-choques redesenhados na frente e atrás, que deixaram o visual do Etios com aspecto mais agressivo, acompanhando as linhas do atual Toyota Corolla. Uma grade cromada nas extremidades, rodas de liga leve com design esportivo e exclusivo, faróis e lanternas com lentes escurecidas, saias nas laterais e, no caso do sedã, defletor de ar traseiro, instalado na tampa do porta-malas, completam a mudança das linhas externas.





O interior tem bancos que mesclam couro e material sintético e sistema multimídia com TV digital, DVD, navegador GPS, Bluetooth e câmera na traseira.

Infelizmente a Toyota efetua modificações agressivas e bem vindas  de estilo do Etios, apenas em sua versão top de linha. Procurados pelo FIKADIKAAUTO  ,  Os  dirigentes da empresa  não deixaram claro porque estas mesmas modificações externas  não estão sendo estendidas  aos outros modelos da linha.

 
O novo modelo  Platinum em adição ao novo design, contem todas as melhoras já presentes em toda a linha Etios, suspensão e direção elétrica recalibradas , painel de instrumentos digital TFT  motor  1.5 16V Dual VVT flexível com  107 cv com etanol e câmbio automático de quatro marchas.

Henrique Pereira




LANÇAMENTO : TOYOTA HILUX E SW4 2017 - FLEXIVEIS





A Toyota lança no mercado as novas SW4 e Hilux bicombustíveis, a SW4 parte de R$ 159.600 e na sua versão top com sete assentos chega a R$ 164.900.  A Hilux, por sua vez ,  disponível apenas com cabine dupla, parte de R$ 111.700 na versão SR, R$ 120.800 na SRV (ambas com tração 4x2) e R$ 131.200 na SRV 4x4, de topo. Desta forma a Toyota torna os modelos mais acessíveis se comparados aos modelos Diesel e V6 a gasolina que tem seus preços acima dos R$200.000.

O novo motor 2.7 flexível de quatro cilindros tem potência de 163 cv @ 5000 rpm com etanol e 159 cv quando abastecido com gasolina. O torque máximo é de 25 kgfm @4000 rpm independente do combustível com o qual é abastecido . Os dois comandos de válvulas variáveis, balancins, retentores e molas mais leves, foram as novidades tecnológicas anunciadas pela Toyota neste motor, que segundo montadora, reduz o consumo médio de combustível em 7%. O sistema de partida frio não utiliza mais o “tanquinho” de gasolina (Tecnologia cada vez mais presente nos modelos recém-lançados). No modelo antigo só um dos comandos se ajustava com a necessidade do motor, desta forma o motor 2,7 L da Toyota foi rebatizado e passa a se chamar  “dual VVT-i Flex 2.7 L 16 V DOHC”.

Durante a avaliação efetuada em estradas de asfalto e terra no interior de Sâo Paulo, percebemos que o novo motor da Toyota cumpre o seu papel, com certa dificuldade, sempre solicitando reduções de marcha a cada trecho mais íngreme ! Afinal são 1.860 quilos (na versão 4x2 da Hilux) para serem arrastados, pelos 25 kgfm de torque do motor flex, muito diferente do que encontramos na versão diesel de  45,9 kgfm.

Uma agradável surpresa é o câmbio automático de seis marchas que equipa todas as versões (o câmbio mecânico deverá ser oferecido apenas a frotistas por venda direta), as trocas de marchas são precisas sem trancos mesmo em reduções mais fortes, ainda é possível escolher entre os modos Eco e Power, que privilegiam economia ou desempenho, respectivamente.

O acabamento interno é impecável, oferece a opção dos bancos de couro, com excelente espaço e versão de sete lugares. O painel bastante completo, de série há uma central multimídia com tela de 7” sensível ao toque, navegador GPS, TV digital, toca-DVDs e câmera traseira. O ar-condicionado tem saídas para a segunda e terceira fila de bancos.

Sempre é bom lembrar estes veículos são montados sobre um chassi de pick-up, portanto o conforto interno em asfalto irregular e principalmente na terra não é de um veiculo de passeio. Embora a bem desenvolvida,  a suspensão independente e com  molas helicoidais na SUV e eixo rígido e molas semi-elípticas na pick up, tem um comportamento típico deste tipo de automóvel . 


Henrique Pereira

quarta-feira, 1 de junho de 2016

LANÇAMENTO: F-PACE JAGUAR - 2016

F-PACE DA JAGUAR VEM PARA BRIGAR NO MERCADO DE SUVs DE LUXO (MATÉRIA PARA BLOGAUTO )



A JAGUAR entra no mercado das SUVs medias bem representada. A F-PACE que poderá ser equipada com o novíssimo motor Ingenium de 2.0 litros a diesel com 180 cv ou com o motor V6 a gasolina de 3.0 litros de 340 cv de potência ou ainda o motor V6 a gasolina de 3.0 litros de 380 cv de potência ! Por valores que variam desde R$ 309.300 na versão de entrada “Prestige” até R$ 405.900 para a versão Top de linha “S” . Para o lançamento da SUV no Brasil a Jaguar estará disponibilizando 19 unidades na versão “frist edition “ no valor de R$ 419.400. Todas elas trazem de série o sistema de transmissão automático ZF de oito velocidades.



A F-PACE traz, de série: tração integral, faróis de neblina, bancos com ajustes elétricos, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro , painel, portas, bancos e volante revestidos em couro. Uma tela de oito polegadas sensível ao toque com interface similar a smartphones e tablets faz a sua operação bastante intuitiva e fácil de se navegar pelas telas e suas configurações. Conta com um sistema de navegação rápido e fácil de manusear com mapas em 2D ou 3D. Tem como opção a configuração com uma tela de 10,2 polegadas e som Meridian com 17 alto-falantes e 825 watts de potência.

O SUV foi projetado com foco em desempenho, tem a sua estrutura em alumínio, em 80% de sua construção, tornando o modelo um dos mais leves da sua categoria. A suspensão dianteira é do tipo double-wishbone, e na trazeira conta com a suspensão “Integral Link” que separa a rigidez longitudinal, e é mais suave do que uma suspensão multilink convencional, com molas e amortecedores dispostos separadamente.

Os Sistemas de “Vetorização de torque”, “Adaptive Dynamics” e “Tração Integral” foram herdadas do F-TYPE e tornam o veiculo mais ágil e estável, identificando situações de instabilidade em curvas, gerenciando o torque nas rodas , monitorando o movimento do veículo para o amortecimento contínuo e optando por uma tração 100 % para o eixo traseiro ou 50 / 50 dependendo da situação do terreno.

Sem sombra de duvidas uma SUV completa e robusta que chega no mercado para concorrer diretamente com a Porsche Macan e a BMW X4.

A Jaguar não revelou as suas pretensões de volume de vendas da SUV no Brasil, mas diz pretender “dobrar as vendas dos veículos Jaguar no Brasil” como mencionado em lançamentos de outros modelos no Pais como o do Jaguar XE em 2015. A partir deste mês a Jaguar oferece a opção de compra em suas concessionárias para entrega dos veículos em Setembro.

Sobre a Jaguar Land Rover
A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido. A empresa possui duas marcas ícones da indústria automotiva britânica: Jaguar, com veículos esportivos de alta performance, e Land Rover, referência mundial em veículos utilitários esportivos (SUV) premium. Controlada pelo grupo indiano Tata Motors, a companhia conta com mais de 37 mil colaboradores em todo o mundo e comercializa seus produtos em mais de 170 países. Possui hoje quatro unidades fabris no Reino Unido, uma na China, uma unidade de montagem local na Índia e uma em construção na Eslováquia. Presente há 25 anos no Brasil, a Jaguar Land Rover também vai inaugurar uma fábrica em Itatiaia/RJ no primeiro semestre de 2016. Hoje sua rede de concessionários no país abrange 35 unidades, sendo que todos serão dual-brand até o final de 2016.

Materia feita em parceria com BLOGAUTO 
Henrique Pereira

quinta-feira, 19 de maio de 2016

LANÇAMENTO: BMW SERIE 7 - 2016


O novo BMW serie 7 2017 impressiona ! … Não só pelo porte e requinte do carro, ou mesmo pelo motor V8 4.4 litros, de 450 cv de potência e 66,3 kgfm de torque a 5.500 rpm, ou por que acelera de 0 a 100 km/h em 4,7 s e atinja a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente), mas sim por toda a tecnologia embarcada presente neste modelo topo de linha da BMW.



Na presença do novo Presidente e CEO do BMW Group do Brasil, Helder Boavida, o carro foi apresentado pelo Diretor de Engenharia do Brasil com a ajuda de câmeras, que demonstrou várias das novidades contidas no BMW serie 7 2017: o pacote aerodinâmico M Sport, que agrega para-choques e saias laterais esportivas; os faróis, que incorporam tecnologia Full-LED adaptativa e assistente de farol alto; a tecnologia Active Air Stream, capaz de controlar a abertura e fechamento automático das aletas dos defletores de ar, melhorando a aerodinâmica.
BMW serie 7 2017 se destaca no conforto e entretenimento, a começar pelos sistemas que possibilitam a abertura e o fechamento automático das portas sem contato manual, inclusive o porta-malas, puxando e fechando automaticamente. Todos os bancos vêm com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massageador. Quem viaja atrás desfruta da possibilidade de se rebater o banco dianteiro do passageiro para transformar em um apoio para os pés.

Os equipamentos de entretenimento incluem sistema de som, fornecido pela Bowers & Wilkins; telas LCD de 10 polegadas instaladas nos encostos dos bancos dianteiros. Os equipamentos que são controlados por um tablet de sete polegadas, integrado ao descanso de braço central traseiro, que pode ser removido e levado a qualquer lugar. Por meio deste tablet também é possível acessar TV, rádio, DVD e Blu-Ray, ar-condicionado, abrir e fechar as janelas e o teto solar, abaixar e levantar as cortinas de proteção solar dos vidros laterais traseiros, ligar o massageador e a ventilação dos assentos de trás. O tablet também possui entradas HDMI, MHL, USB, e é compatível com espelhamento de tela de aparelhos Android.
Outro item de conforto é uma pequena geladeira integrada aos assentos traseiros e com capacidade para 15 litros, que ao ser removida, amplia o espaço do porta-malas.
Dois itens de conforto, no mínimo interessantes, são o teto solar elétrico panorâmico com luzes de LED integradas desenvolvido para assemelhar-se a um céu estrelado e o aromatizador de ambiente que permite regular a intensidade e o tipo de aroma predominante dentro do veículo com quatro opções de fragrâncias.
Um sensor 3D instalado no console frontal superior é capaz de reconhecer gestos com as mãos, permitindo executar algumas funções específicas, como controlar o volume do áudio, atender ou recusar chamadas telefônicas ou ainda navegar pelo menu do Sistema de Navegação. Este sistema também agrega um botão seletor com superfície sensível ao toque que reconhece sinais e letras desenhadas com a ponta dos dedos; tela de 10,25 polegadas, também sensível ao toque e instalada no console central, e HD de 20 GB para armazenamento de arquivos de áudio, e visualização de mapas com efeitos 3D.
A chave do BMW serie 7 2017, chamada de Display Key vem equipada com um pequeno visor de LCD colorido, sensível ao toque. Por meio da chave é possível travar e destravar as portas, acender e apagar as luzes internas e erguer ou recolher os vidros laterais, assim como acessar diversas informações sobre o veículo, como localização, autonomia, serviços e reparos.

O painel de instrumentos Multifuncional de 12,3 polegadas combina velocímetro, conta-giros, odômetro e marcador de combustível, com informações de rota, chamadas telefônicas e entretenimento que podem ser configuradas. O Surround View, um conjunto de câmeras e sensores permitem a visualização em efeito 3D de todo o entorno do veículo, facilitando manobras. Complementarmente o painel dianteiro conta ainda com um Head-up Display, visor que projeta dados e alertas “Night Vision” e “Driving Assistant” no para-brisa do carro.
O carro conta ainda com sistema de regeneração da energia gerada em frenagens e sistema Auto Start/Stop. Tem direção elétrica e suspensão pneumática de dois eixos com auto-nivelamento.
Já o pacote de segurança engloba seis airbags, freios com ABS, controle de estabilidade e tração,pneus com tecnologia Run-Flat, e sistema que aciona os mecanismos de proteção de ocupantes, entre eles os pré-tensionadores dos cintos de segurança e o fechamento automático das janelas, em situações de impacto iminente.
Tudo isso sai por R$ 709.950 e poderá adquirido a partir de junho, na versão BMW 750Li M Sport, com quatro opções de cores externas, de acabamento metálico – Preto Safira, Branco Mineral, Cinza Singapura e Carbon Black –, e interior nas opções Branco Ivory, Preto e Mokka.

Materia em Parceria com BLOGAUTO 
Henrique Pereira 

sábado, 23 de abril de 2016

LANÇAMENTO : AUDI A4 - 2016

Nova geração do Audi A 4 chega ao Brasil equipada com motor de 190 cv e transmissão S tronic de sete velocidades, estivemos no lançamento e aqui deixamos nossas impressões. 




O carro se destaca no item dirigibilidade, começando pelo conforto acústico no seu interior nitidamente percebido nos primeiros metros de transito urbano. Os ruídos de rolagem, motor, vento  e mesmo os oriundos de outras fontes externas são minimizados pelo excelente tratamento acústico e o próprio design externo do AUDI 4. O AUDI “Cokpit Virtual “ (Já apresentada anteriormente no AUDI TT e outros modelos da marca) , em conjunto com a central MMI permitem que o usuário combine  da forma que melhor convier todas as informações sobre o funcionamento do carro,  do motor , velocidade , computador de bordo , sistema de navegação , som,  telefone, entre outras .  Uma excelente ergometria faz com que o motorista tenha ao alcance das mãos todos os comandos necessários para operar os mais diferentes sistemas do carro , como radio , Mídia  , navegadores, iluminação .  O carro avaliado era completo e contava com todos os itens previstos para os modelos mais luxuosos. Os  bancos, confortáveis , em couro sintético, apresentam excelente design com múltiplas regulagens , contam com  um bom espaço interno o que faz com que o motorista não se canse da posição de dirigir mesmo que por longas distancias.

O motor , um 2.0L Turbinado, batizado de 2.0 TSI Ultra é totalmente novo e utiliza entre outros,  conceitos de combustão do tipo “Atkinsons”, combinados a dupla injeção de combustível (direta e indireta) , e turbocompressor. Este conjunto  dá ao motor 190 CV de potencia com 340 Nm de torque , que são mais do que suficientes para acelerar o A4 a 100 km/h em 7,3 segundos e dar ao carro uma velocidade máxima de 240 Km /h. Um carro com características de sedan comportado, porem  extremamente rápido e bastante ágil . Agradou muito !    

A transmissão , também nova de acordo com a AUDI , é um dos pontos altos do carro , com 7 velocidades e dupla embreagem faz trocas praticamente instantâneas respondendo imediatamente ao comando do motorista, seja por acionamento do acelerador ou através das borboletas no volante. Em acelerações e desacelerações tem-se a sensação de estar dirigindo uma transmissão constantemente variável (CVT), pois não se sente a troca das marchas. O carro pode ser ajustado para diferentes formas de dirigir , como dinâmica , Eficiente , conforto Automática e individual onde o motorista ajusta a transmissão com sua própria personalidade.  Pode –se dizer que estamos próximo ao estado da arte neste componente.

Um carro completo , muito confortável , e com excelente performance que vai dar trabalho a sua concorrência direta.





Especificações técnicas
Motor: 2.0 TFSI ultra
Cilindros /cilindrada: 4 em linha, transversal/1.984 cm³
Potência: 190 cv entre 4.200 e 6.000 rpm
Torque máximo: 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm
Tração: dianteira
Transmissão: S tronic, 7 velocidades, dupla embreagem
Peso: 1.405 kg
Comprimento: 4.726 mm
Largura: 1.842 mm
Altura: 1.427 mm
Distância entre-eixos: 2.820 mm
Tanque de combustível: 54 l
Porta-malas: 480 l
Aceleração 0-100 km/h: 7,3 s
Velocidade máxima: 210 km/h.
Avaliação efetuada em parceria com Mecânica Online

sexta-feira, 22 de abril de 2016

LANÇAMENTO : HYUNDAI HB20 1,0L TURBO


A Hyundai amplia a família do novo HB20 com a chegada da motorização 1.0 litro turbo. A nova opção produz 105 cavalos de potência máxima a  6.000 rpm e torque de 15,0 kgf.m disponível já a 1.550 rpm. A marca mantém as versões naturalmente aspiradas de 80 cv (1.0) e 128 cv (1.6).



Com o início das vendas previsto para o próximo dia 26 de abril, o HB20 1.0 Turbo é 31% mais potente e tem 47% mais torque quando comparado ao HB20 1.0 aspirado.


O HB20 1.0 litro Turbo veio para ocupar uma faixa de mercado entre o HB20 1.0 litro aspirado e o HB20 1.6, tanto em custo quanto em performance. O motor é novo, diferente do atual 1.0. Desenvolve 105 CV @6000 RPM e 15,0 mkgf @1550 RPM quando abastecido com etanol.

Mantém a arquitetura de 3 cilindros com novo bloco, cabeçote e pistões todos redesenhados e reforçados para receber a carga a que serão expostos. O motor e sua calibração foram desenvolvidos na Coréia do Sul e conta com uma turbina de 1,9 bar da Honeywell, intercooler ar/ar, injeção indireta de combustível com pressão de trabalho de 3.8 bar e taxa de compressão de 9,5:1. Ele é diferente do modelo Europeu que é equipado com injeção direta e tem potência na faixa dos 120 CV (com gasolina).
E a Hyundai não poderia encontrar um lugar melhor para a avaliação do HB20: a pista do autódromo de Interlagos. E o Mecânica Online® não perdeu a oportunidade.


Em altas rotações o desempenho do motor é muito bom. Rápido, ágil, dinâmico. O HB20 turbo vai aumentando a potência, como bem mostra seus dados técnicos, onde alcançamos a potência máxima nas 6.000 rotações por minuto.
O conjunto mecânico e a transmissão de seis velocidades, garantem a boa performance na pista e em situações de curvas mais arrojadas. As primeiras marchas são mais longas e o diferencial também foi alongado em 10% em relação ao motor 1.0 aspirado.
E quando avaliamos o HB20 Turbo em baixa rotação identificamos uma característica que não encontramos na versão 1.0 aspirada. Numa simulação de trânsito urbano sentimos um “turbo leg” quando da mudança da primeira para a segunda marcha, que em alguns momentos chega a incomodar o motorista.
A redução da taxa de compressão de 12,0:1 no motor aspirado para 9,5:1 no motor turbo, operando em baixas rotações,  somados de toda a restrição do sistema de turbina e intercooler parece fazer com que ele perda seu rendimento nesta faixa de trabalho.
O motor “cria vida” quando a rotação atinge cerca de 3.000 rpm, principalmente na terceira marcha. Neste ponto temos potência de sobra para efetuar ultrapassagens ou mesmo acelerar um pouco mais.
Aparentemente a nova transmissão esta bem adequada para velocidades mais altas, desenvolvendo muito bem em 3° , 4° e 5° marchas , tendo a 6° marcha a característica de sobremarcha (overdrive), o que traz para o pequeno HB20 conforto sonoro e baixo consumo de combustível em estradas por exemplo.
Ao viajar a 100 km/h em sexta marcha, por exemplo, o motor gira a 2.650 rpm; rotação que estaria na casa das 3.200 rpm quando limitada à quinta marcha.
O turbo possui geometria fixa, e não varia a pressão do sistema em função do combustível, dois detalhes que fariam a diferença com relação a performance com etanol e com relação ao Turbo leg encontrado nas baixas rotações.
A presença do HB20 turbo é mais para brigar com concorrentes 1.4 litro aspirados, que mesmo para ser um esportivo de verdade, tanto que surge apenas o nome turbo como diferencial de estilo no modelo. Ele é mais um representante da tendência mundial de downsizing, ou seja, um veículo com motorização 1.0 litro mas com rendimento de 1.4 litro aspirado.


Materia feita em parceria com a revista eletronica: MECANICA ONLINE 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

COMPETIÇÃO BAJA SAE - 2016 - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Competição BAJA-SAE, mais do que uma competição uma aula de engenharia automotiva!
São Paulo - A equipe paulista FEI Baja 2 do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, se sagrou campeã da 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, encerrada no domingo, 3 de abril, em São José dos Campos, São Paulo. A segunda colocada e vice-campeã pela segunda vez consecutiva foi a equipe Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição representada também pela equipe Mangue Baja 2, que ficou em quinto lugar.



A terceira equipe no pódio foi a Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, e a quarta colocação ficou com a equipe Poli Atlas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Sou Juiz de projeto desta competição há quatro anos e a cada ano observo uma nítida melhora dos pequenos, mas poderosos veículos. A melhora técnica nos carros e dos alunos é perceptível, principalmente para quem acompanha a prova há alguns anos. Estamos partindo para o profissionalismo e não há mais espaço para “aventureiros”. Os carros Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, com um motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Esta competição organizada pela SAE é muito interessante, pois educa de forma pratica os futuros engenheiros automobilísticos. É muito comum ver profissionais da indústria circulando entre os competidores à procura de estudantes que se destacam durante a competição.

Os “Bajas” desenvolvem velocidades superiores a 60 Km/h e são capazes de vencer obstáculos dos mais variados possíveis, com suas suspensões em alguns modelos de eixo rígido e em outros independentes, tais como: travessia de alagados, passagem por cima de troncos e montanhas, buracos, pistas irregulares, no seco e no molhado (durante a prova de enduro um caminhão pipa joga agua em toda a pista, com o objetivo de baixar a poeira, mas acaba sendo a sensação da corrida). A competição é dividida em varias provas: Relatório de Projeto, Conforto, Apresentação de Projeto, Aceleração, Suspension & Traction, Tração, Velocidade Máxima e Slalon, encerrando com uma prova de Enduro de Resistência (circuito de 2.100 metros em 4h) cada uma das provas com uma pontuação especifica que sagra o campeão que acumular maior número de pontos.



Não pense o leitor que são etapas fáceis! Não existe uma etapa sequer que os estudantes passem sem serem questionados e testados nos seus conhecimentos e quanto à execução do projeto. Basta dizer que mesmo com diversos capotamentos e acidentes na prova de enduro, não tivemos nenhum tipo de lesão com os pilotos ou com quem estivesse assistindo ou apoiando a prova. A Prova de Segurança é uma das mais exigentes da competição, nada pode representar perigo ao piloto ou aos que competem ou aos que assistem. Todos os materiais, soldas, parafusos, proteções, cintos de segurança são checados nos seus mínimos detalhes.

A SAE tem o cuidado de impor regras restritivas e disponibiliza vários juízes e comissários para acompanhar cada prova, principalmente o Enduro, o ponto alto da competição.

São premiados ainda: Volta Mais Rápida no Enduro, Melhor Equipe Novata, Equipe Fair Play, Equipe 5S, Melhor Equipe Região Norte, Melhor Equipe Região Nordeste, Melhor Equipe Região Centro-Oeste, Melhor Equipe Sudeste, Melhor Equipe Região Sul e o Melhor Espírito de Equipe.

Os estudantes orientados por professores das instituições de ensino que representam, desenvolvem o veículo do papel à realidade aplicando conceitos de engenharia automotiva nas áreas de estruturas, aerodinâmica, suspensão, freios, chassis entre outros subsistemas. Uma oportunidade sem igual para um estudante que deseja seguir na área automotiva. Ele tem a oportunidade de estudar e desenvolver os sistemas do veículo e colocar a mão na massa para desenvolver seu projeto.

Este ano, o que já vem se tornado uma constante, pudemos notar nestes pequenos e notáveis protótipos, muita criatividade e competência com foco principalmente em processos produtivos, novas geometrias e materiais para reduzir esforços na carroceria e garantir a integridade estrutural dos protótipos, além de análise estrutural de peças para confiabilidade na escolha dessas geometrias e materiais, com ensaios e estudos de comportamentos específicos como dureza, flexão e torção. Observamos ainda instituições que efetuaram o completo desenvolvimento de caixas de transmissão, caixas de redução, homocinéticas e sistemas autoblocantes. Talvez partes destes projetos possam estar presentes em nossos carros em cinco ou seis anos, uma vez que um dos objetivos das equipes é focado na redução de custos e peso o que hoje, coincidentemente, são as maiores preocupações da indústria automotiva.

Além dos projetos e construção dos protótipos, as equipes foram responsáveis pela administração e viabilização econômica do projeto. O que não pode ser considerada uma tarefa fácil dado a restrição de verbas que cada equipe enfrenta.

“As competições estudantis da SAE BRASIL são desenvolvidas para motivar os jovens aspirantes à carreira de engenharia, desafiando-os a gerir projetos em todos os seus aspectos, da gestão administrativo-financeira à inovação”, analisa Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.

Com o resultado em São José dos Campos, as três instituições de ensino – FEI, UFPE e UFMG - poderão representar o Brasil na competição Baja SAE Rochester, que será realizada este ano de 9 a 12 de junho próximo, em Rochester, New York, Estados Unidos.



Henrique Pereira