A Toyota lança no mercado as
novas SW4 e Hilux bicombustíveis, a SW4 parte de R$ 159.600 e na sua versão top
com sete assentos chega a R$ 164.900. A
Hilux, por sua vez , disponível apenas
com cabine dupla, parte de R$ 111.700 na versão SR, R$ 120.800 na SRV (ambas
com tração 4x2) e R$ 131.200 na SRV 4x4, de topo. Desta forma a Toyota torna os
modelos mais acessíveis se comparados aos modelos Diesel e V6 a gasolina que
tem seus preços acima dos R$200.000.
O novo motor 2.7 flexível de
quatro cilindros tem potência de 163 cv @ 5000 rpm com etanol e 159 cv quando
abastecido com gasolina. O torque máximo é de 25 kgfm @4000 rpm independente do
combustível com o qual é abastecido . Os dois comandos de válvulas variáveis, balancins,
retentores e molas mais leves, foram as novidades tecnológicas anunciadas pela
Toyota neste motor, que segundo montadora, reduz o consumo médio de combustível
em 7%. O sistema de partida frio não utiliza mais o “tanquinho” de gasolina
(Tecnologia cada vez mais presente nos modelos recém-lançados). No modelo antigo
só um dos comandos se ajustava com a necessidade do motor, desta forma o motor
2,7 L da Toyota foi rebatizado e passa a se chamar “dual VVT-i Flex 2.7 L 16 V DOHC”.
Durante a avaliação efetuada em
estradas de asfalto e terra no interior de Sâo Paulo, percebemos que o novo
motor da Toyota cumpre o seu papel, com certa dificuldade, sempre solicitando
reduções de marcha a cada trecho mais íngreme ! Afinal são 1.860 quilos (na
versão 4x2 da Hilux) para serem arrastados, pelos 25 kgfm de torque do motor
flex, muito diferente do que encontramos na versão diesel de 45,9 kgfm.
Uma agradável surpresa é o câmbio
automático de seis marchas que equipa todas as versões (o câmbio mecânico
deverá ser oferecido apenas a frotistas por venda direta), as trocas de marchas
são precisas sem trancos mesmo em reduções mais fortes, ainda é possível
escolher entre os modos Eco e Power, que privilegiam economia ou desempenho,
respectivamente.
O acabamento interno é impecável,
oferece a opção dos bancos de couro, com excelente espaço e versão de sete
lugares. O painel bastante completo, de série há uma central multimídia com
tela de 7” sensível ao toque, navegador GPS, TV digital, toca-DVDs e câmera
traseira. O ar-condicionado tem saídas para a segunda e terceira fila de
bancos.
Sempre é bom lembrar estes
veículos são montados sobre um chassi de pick-up, portanto o conforto interno
em asfalto irregular e principalmente na terra não é de um veiculo de passeio.
Embora a bem desenvolvida, a suspensão
independente e com molas helicoidais na
SUV e eixo rígido e molas semi-elípticas na pick up, tem um comportamento típico
deste tipo de automóvel .
Henrique Pereira

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