domingo, 7 de agosto de 2016

LANÇAMENTO : TOYOTA RE- EDITA ETIOS PLATINUM E LANÇA MODELO 2017


A Toyota está lançando a versão Etios Platinum 2017 e será oferecida ao publico por R$ 62.490 no hatch até R$ 65.990 para o sedã.



O novo Etios Platinum traz itens de acabamento exclusivos. A principal diferença são os para-choques redesenhados na frente e atrás, que deixaram o visual do Etios com aspecto mais agressivo, acompanhando as linhas do atual Toyota Corolla. Uma grade cromada nas extremidades, rodas de liga leve com design esportivo e exclusivo, faróis e lanternas com lentes escurecidas, saias nas laterais e, no caso do sedã, defletor de ar traseiro, instalado na tampa do porta-malas, completam a mudança das linhas externas.





O interior tem bancos que mesclam couro e material sintético e sistema multimídia com TV digital, DVD, navegador GPS, Bluetooth e câmera na traseira.

Infelizmente a Toyota efetua modificações agressivas e bem vindas  de estilo do Etios, apenas em sua versão top de linha. Procurados pelo FIKADIKAAUTO  ,  Os  dirigentes da empresa  não deixaram claro porque estas mesmas modificações externas  não estão sendo estendidas  aos outros modelos da linha.

 
O novo modelo  Platinum em adição ao novo design, contem todas as melhoras já presentes em toda a linha Etios, suspensão e direção elétrica recalibradas , painel de instrumentos digital TFT  motor  1.5 16V Dual VVT flexível com  107 cv com etanol e câmbio automático de quatro marchas.

Henrique Pereira




LANÇAMENTO : TOYOTA HILUX E SW4 2017 - FLEXIVEIS





A Toyota lança no mercado as novas SW4 e Hilux bicombustíveis, a SW4 parte de R$ 159.600 e na sua versão top com sete assentos chega a R$ 164.900.  A Hilux, por sua vez ,  disponível apenas com cabine dupla, parte de R$ 111.700 na versão SR, R$ 120.800 na SRV (ambas com tração 4x2) e R$ 131.200 na SRV 4x4, de topo. Desta forma a Toyota torna os modelos mais acessíveis se comparados aos modelos Diesel e V6 a gasolina que tem seus preços acima dos R$200.000.

O novo motor 2.7 flexível de quatro cilindros tem potência de 163 cv @ 5000 rpm com etanol e 159 cv quando abastecido com gasolina. O torque máximo é de 25 kgfm @4000 rpm independente do combustível com o qual é abastecido . Os dois comandos de válvulas variáveis, balancins, retentores e molas mais leves, foram as novidades tecnológicas anunciadas pela Toyota neste motor, que segundo montadora, reduz o consumo médio de combustível em 7%. O sistema de partida frio não utiliza mais o “tanquinho” de gasolina (Tecnologia cada vez mais presente nos modelos recém-lançados). No modelo antigo só um dos comandos se ajustava com a necessidade do motor, desta forma o motor 2,7 L da Toyota foi rebatizado e passa a se chamar  “dual VVT-i Flex 2.7 L 16 V DOHC”.

Durante a avaliação efetuada em estradas de asfalto e terra no interior de Sâo Paulo, percebemos que o novo motor da Toyota cumpre o seu papel, com certa dificuldade, sempre solicitando reduções de marcha a cada trecho mais íngreme ! Afinal são 1.860 quilos (na versão 4x2 da Hilux) para serem arrastados, pelos 25 kgfm de torque do motor flex, muito diferente do que encontramos na versão diesel de  45,9 kgfm.

Uma agradável surpresa é o câmbio automático de seis marchas que equipa todas as versões (o câmbio mecânico deverá ser oferecido apenas a frotistas por venda direta), as trocas de marchas são precisas sem trancos mesmo em reduções mais fortes, ainda é possível escolher entre os modos Eco e Power, que privilegiam economia ou desempenho, respectivamente.

O acabamento interno é impecável, oferece a opção dos bancos de couro, com excelente espaço e versão de sete lugares. O painel bastante completo, de série há uma central multimídia com tela de 7” sensível ao toque, navegador GPS, TV digital, toca-DVDs e câmera traseira. O ar-condicionado tem saídas para a segunda e terceira fila de bancos.

Sempre é bom lembrar estes veículos são montados sobre um chassi de pick-up, portanto o conforto interno em asfalto irregular e principalmente na terra não é de um veiculo de passeio. Embora a bem desenvolvida,  a suspensão independente e com  molas helicoidais na SUV e eixo rígido e molas semi-elípticas na pick up, tem um comportamento típico deste tipo de automóvel . 


Henrique Pereira

quarta-feira, 1 de junho de 2016

LANÇAMENTO: F-PACE JAGUAR - 2016

F-PACE DA JAGUAR VEM PARA BRIGAR NO MERCADO DE SUVs DE LUXO (MATÉRIA PARA BLOGAUTO )



A JAGUAR entra no mercado das SUVs medias bem representada. A F-PACE que poderá ser equipada com o novíssimo motor Ingenium de 2.0 litros a diesel com 180 cv ou com o motor V6 a gasolina de 3.0 litros de 340 cv de potência ou ainda o motor V6 a gasolina de 3.0 litros de 380 cv de potência ! Por valores que variam desde R$ 309.300 na versão de entrada “Prestige” até R$ 405.900 para a versão Top de linha “S” . Para o lançamento da SUV no Brasil a Jaguar estará disponibilizando 19 unidades na versão “frist edition “ no valor de R$ 419.400. Todas elas trazem de série o sistema de transmissão automático ZF de oito velocidades.



A F-PACE traz, de série: tração integral, faróis de neblina, bancos com ajustes elétricos, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro , painel, portas, bancos e volante revestidos em couro. Uma tela de oito polegadas sensível ao toque com interface similar a smartphones e tablets faz a sua operação bastante intuitiva e fácil de se navegar pelas telas e suas configurações. Conta com um sistema de navegação rápido e fácil de manusear com mapas em 2D ou 3D. Tem como opção a configuração com uma tela de 10,2 polegadas e som Meridian com 17 alto-falantes e 825 watts de potência.

O SUV foi projetado com foco em desempenho, tem a sua estrutura em alumínio, em 80% de sua construção, tornando o modelo um dos mais leves da sua categoria. A suspensão dianteira é do tipo double-wishbone, e na trazeira conta com a suspensão “Integral Link” que separa a rigidez longitudinal, e é mais suave do que uma suspensão multilink convencional, com molas e amortecedores dispostos separadamente.

Os Sistemas de “Vetorização de torque”, “Adaptive Dynamics” e “Tração Integral” foram herdadas do F-TYPE e tornam o veiculo mais ágil e estável, identificando situações de instabilidade em curvas, gerenciando o torque nas rodas , monitorando o movimento do veículo para o amortecimento contínuo e optando por uma tração 100 % para o eixo traseiro ou 50 / 50 dependendo da situação do terreno.

Sem sombra de duvidas uma SUV completa e robusta que chega no mercado para concorrer diretamente com a Porsche Macan e a BMW X4.

A Jaguar não revelou as suas pretensões de volume de vendas da SUV no Brasil, mas diz pretender “dobrar as vendas dos veículos Jaguar no Brasil” como mencionado em lançamentos de outros modelos no Pais como o do Jaguar XE em 2015. A partir deste mês a Jaguar oferece a opção de compra em suas concessionárias para entrega dos veículos em Setembro.

Sobre a Jaguar Land Rover
A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido. A empresa possui duas marcas ícones da indústria automotiva britânica: Jaguar, com veículos esportivos de alta performance, e Land Rover, referência mundial em veículos utilitários esportivos (SUV) premium. Controlada pelo grupo indiano Tata Motors, a companhia conta com mais de 37 mil colaboradores em todo o mundo e comercializa seus produtos em mais de 170 países. Possui hoje quatro unidades fabris no Reino Unido, uma na China, uma unidade de montagem local na Índia e uma em construção na Eslováquia. Presente há 25 anos no Brasil, a Jaguar Land Rover também vai inaugurar uma fábrica em Itatiaia/RJ no primeiro semestre de 2016. Hoje sua rede de concessionários no país abrange 35 unidades, sendo que todos serão dual-brand até o final de 2016.

Materia feita em parceria com BLOGAUTO 
Henrique Pereira

quinta-feira, 19 de maio de 2016

LANÇAMENTO: BMW SERIE 7 - 2016


O novo BMW serie 7 2017 impressiona ! … Não só pelo porte e requinte do carro, ou mesmo pelo motor V8 4.4 litros, de 450 cv de potência e 66,3 kgfm de torque a 5.500 rpm, ou por que acelera de 0 a 100 km/h em 4,7 s e atinja a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente), mas sim por toda a tecnologia embarcada presente neste modelo topo de linha da BMW.



Na presença do novo Presidente e CEO do BMW Group do Brasil, Helder Boavida, o carro foi apresentado pelo Diretor de Engenharia do Brasil com a ajuda de câmeras, que demonstrou várias das novidades contidas no BMW serie 7 2017: o pacote aerodinâmico M Sport, que agrega para-choques e saias laterais esportivas; os faróis, que incorporam tecnologia Full-LED adaptativa e assistente de farol alto; a tecnologia Active Air Stream, capaz de controlar a abertura e fechamento automático das aletas dos defletores de ar, melhorando a aerodinâmica.
BMW serie 7 2017 se destaca no conforto e entretenimento, a começar pelos sistemas que possibilitam a abertura e o fechamento automático das portas sem contato manual, inclusive o porta-malas, puxando e fechando automaticamente. Todos os bancos vêm com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massageador. Quem viaja atrás desfruta da possibilidade de se rebater o banco dianteiro do passageiro para transformar em um apoio para os pés.

Os equipamentos de entretenimento incluem sistema de som, fornecido pela Bowers & Wilkins; telas LCD de 10 polegadas instaladas nos encostos dos bancos dianteiros. Os equipamentos que são controlados por um tablet de sete polegadas, integrado ao descanso de braço central traseiro, que pode ser removido e levado a qualquer lugar. Por meio deste tablet também é possível acessar TV, rádio, DVD e Blu-Ray, ar-condicionado, abrir e fechar as janelas e o teto solar, abaixar e levantar as cortinas de proteção solar dos vidros laterais traseiros, ligar o massageador e a ventilação dos assentos de trás. O tablet também possui entradas HDMI, MHL, USB, e é compatível com espelhamento de tela de aparelhos Android.
Outro item de conforto é uma pequena geladeira integrada aos assentos traseiros e com capacidade para 15 litros, que ao ser removida, amplia o espaço do porta-malas.
Dois itens de conforto, no mínimo interessantes, são o teto solar elétrico panorâmico com luzes de LED integradas desenvolvido para assemelhar-se a um céu estrelado e o aromatizador de ambiente que permite regular a intensidade e o tipo de aroma predominante dentro do veículo com quatro opções de fragrâncias.
Um sensor 3D instalado no console frontal superior é capaz de reconhecer gestos com as mãos, permitindo executar algumas funções específicas, como controlar o volume do áudio, atender ou recusar chamadas telefônicas ou ainda navegar pelo menu do Sistema de Navegação. Este sistema também agrega um botão seletor com superfície sensível ao toque que reconhece sinais e letras desenhadas com a ponta dos dedos; tela de 10,25 polegadas, também sensível ao toque e instalada no console central, e HD de 20 GB para armazenamento de arquivos de áudio, e visualização de mapas com efeitos 3D.
A chave do BMW serie 7 2017, chamada de Display Key vem equipada com um pequeno visor de LCD colorido, sensível ao toque. Por meio da chave é possível travar e destravar as portas, acender e apagar as luzes internas e erguer ou recolher os vidros laterais, assim como acessar diversas informações sobre o veículo, como localização, autonomia, serviços e reparos.

O painel de instrumentos Multifuncional de 12,3 polegadas combina velocímetro, conta-giros, odômetro e marcador de combustível, com informações de rota, chamadas telefônicas e entretenimento que podem ser configuradas. O Surround View, um conjunto de câmeras e sensores permitem a visualização em efeito 3D de todo o entorno do veículo, facilitando manobras. Complementarmente o painel dianteiro conta ainda com um Head-up Display, visor que projeta dados e alertas “Night Vision” e “Driving Assistant” no para-brisa do carro.
O carro conta ainda com sistema de regeneração da energia gerada em frenagens e sistema Auto Start/Stop. Tem direção elétrica e suspensão pneumática de dois eixos com auto-nivelamento.
Já o pacote de segurança engloba seis airbags, freios com ABS, controle de estabilidade e tração,pneus com tecnologia Run-Flat, e sistema que aciona os mecanismos de proteção de ocupantes, entre eles os pré-tensionadores dos cintos de segurança e o fechamento automático das janelas, em situações de impacto iminente.
Tudo isso sai por R$ 709.950 e poderá adquirido a partir de junho, na versão BMW 750Li M Sport, com quatro opções de cores externas, de acabamento metálico – Preto Safira, Branco Mineral, Cinza Singapura e Carbon Black –, e interior nas opções Branco Ivory, Preto e Mokka.

Materia em Parceria com BLOGAUTO 
Henrique Pereira 

sábado, 23 de abril de 2016

LANÇAMENTO : AUDI A4 - 2016

Nova geração do Audi A 4 chega ao Brasil equipada com motor de 190 cv e transmissão S tronic de sete velocidades, estivemos no lançamento e aqui deixamos nossas impressões. 




O carro se destaca no item dirigibilidade, começando pelo conforto acústico no seu interior nitidamente percebido nos primeiros metros de transito urbano. Os ruídos de rolagem, motor, vento  e mesmo os oriundos de outras fontes externas são minimizados pelo excelente tratamento acústico e o próprio design externo do AUDI 4. O AUDI “Cokpit Virtual “ (Já apresentada anteriormente no AUDI TT e outros modelos da marca) , em conjunto com a central MMI permitem que o usuário combine  da forma que melhor convier todas as informações sobre o funcionamento do carro,  do motor , velocidade , computador de bordo , sistema de navegação , som,  telefone, entre outras .  Uma excelente ergometria faz com que o motorista tenha ao alcance das mãos todos os comandos necessários para operar os mais diferentes sistemas do carro , como radio , Mídia  , navegadores, iluminação .  O carro avaliado era completo e contava com todos os itens previstos para os modelos mais luxuosos. Os  bancos, confortáveis , em couro sintético, apresentam excelente design com múltiplas regulagens , contam com  um bom espaço interno o que faz com que o motorista não se canse da posição de dirigir mesmo que por longas distancias.

O motor , um 2.0L Turbinado, batizado de 2.0 TSI Ultra é totalmente novo e utiliza entre outros,  conceitos de combustão do tipo “Atkinsons”, combinados a dupla injeção de combustível (direta e indireta) , e turbocompressor. Este conjunto  dá ao motor 190 CV de potencia com 340 Nm de torque , que são mais do que suficientes para acelerar o A4 a 100 km/h em 7,3 segundos e dar ao carro uma velocidade máxima de 240 Km /h. Um carro com características de sedan comportado, porem  extremamente rápido e bastante ágil . Agradou muito !    

A transmissão , também nova de acordo com a AUDI , é um dos pontos altos do carro , com 7 velocidades e dupla embreagem faz trocas praticamente instantâneas respondendo imediatamente ao comando do motorista, seja por acionamento do acelerador ou através das borboletas no volante. Em acelerações e desacelerações tem-se a sensação de estar dirigindo uma transmissão constantemente variável (CVT), pois não se sente a troca das marchas. O carro pode ser ajustado para diferentes formas de dirigir , como dinâmica , Eficiente , conforto Automática e individual onde o motorista ajusta a transmissão com sua própria personalidade.  Pode –se dizer que estamos próximo ao estado da arte neste componente.

Um carro completo , muito confortável , e com excelente performance que vai dar trabalho a sua concorrência direta.





Especificações técnicas
Motor: 2.0 TFSI ultra
Cilindros /cilindrada: 4 em linha, transversal/1.984 cm³
Potência: 190 cv entre 4.200 e 6.000 rpm
Torque máximo: 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm
Tração: dianteira
Transmissão: S tronic, 7 velocidades, dupla embreagem
Peso: 1.405 kg
Comprimento: 4.726 mm
Largura: 1.842 mm
Altura: 1.427 mm
Distância entre-eixos: 2.820 mm
Tanque de combustível: 54 l
Porta-malas: 480 l
Aceleração 0-100 km/h: 7,3 s
Velocidade máxima: 210 km/h.
Avaliação efetuada em parceria com Mecânica Online

sexta-feira, 22 de abril de 2016

LANÇAMENTO : HYUNDAI HB20 1,0L TURBO


A Hyundai amplia a família do novo HB20 com a chegada da motorização 1.0 litro turbo. A nova opção produz 105 cavalos de potência máxima a  6.000 rpm e torque de 15,0 kgf.m disponível já a 1.550 rpm. A marca mantém as versões naturalmente aspiradas de 80 cv (1.0) e 128 cv (1.6).



Com o início das vendas previsto para o próximo dia 26 de abril, o HB20 1.0 Turbo é 31% mais potente e tem 47% mais torque quando comparado ao HB20 1.0 aspirado.


O HB20 1.0 litro Turbo veio para ocupar uma faixa de mercado entre o HB20 1.0 litro aspirado e o HB20 1.6, tanto em custo quanto em performance. O motor é novo, diferente do atual 1.0. Desenvolve 105 CV @6000 RPM e 15,0 mkgf @1550 RPM quando abastecido com etanol.

Mantém a arquitetura de 3 cilindros com novo bloco, cabeçote e pistões todos redesenhados e reforçados para receber a carga a que serão expostos. O motor e sua calibração foram desenvolvidos na Coréia do Sul e conta com uma turbina de 1,9 bar da Honeywell, intercooler ar/ar, injeção indireta de combustível com pressão de trabalho de 3.8 bar e taxa de compressão de 9,5:1. Ele é diferente do modelo Europeu que é equipado com injeção direta e tem potência na faixa dos 120 CV (com gasolina).
E a Hyundai não poderia encontrar um lugar melhor para a avaliação do HB20: a pista do autódromo de Interlagos. E o Mecânica Online® não perdeu a oportunidade.


Em altas rotações o desempenho do motor é muito bom. Rápido, ágil, dinâmico. O HB20 turbo vai aumentando a potência, como bem mostra seus dados técnicos, onde alcançamos a potência máxima nas 6.000 rotações por minuto.
O conjunto mecânico e a transmissão de seis velocidades, garantem a boa performance na pista e em situações de curvas mais arrojadas. As primeiras marchas são mais longas e o diferencial também foi alongado em 10% em relação ao motor 1.0 aspirado.
E quando avaliamos o HB20 Turbo em baixa rotação identificamos uma característica que não encontramos na versão 1.0 aspirada. Numa simulação de trânsito urbano sentimos um “turbo leg” quando da mudança da primeira para a segunda marcha, que em alguns momentos chega a incomodar o motorista.
A redução da taxa de compressão de 12,0:1 no motor aspirado para 9,5:1 no motor turbo, operando em baixas rotações,  somados de toda a restrição do sistema de turbina e intercooler parece fazer com que ele perda seu rendimento nesta faixa de trabalho.
O motor “cria vida” quando a rotação atinge cerca de 3.000 rpm, principalmente na terceira marcha. Neste ponto temos potência de sobra para efetuar ultrapassagens ou mesmo acelerar um pouco mais.
Aparentemente a nova transmissão esta bem adequada para velocidades mais altas, desenvolvendo muito bem em 3° , 4° e 5° marchas , tendo a 6° marcha a característica de sobremarcha (overdrive), o que traz para o pequeno HB20 conforto sonoro e baixo consumo de combustível em estradas por exemplo.
Ao viajar a 100 km/h em sexta marcha, por exemplo, o motor gira a 2.650 rpm; rotação que estaria na casa das 3.200 rpm quando limitada à quinta marcha.
O turbo possui geometria fixa, e não varia a pressão do sistema em função do combustível, dois detalhes que fariam a diferença com relação a performance com etanol e com relação ao Turbo leg encontrado nas baixas rotações.
A presença do HB20 turbo é mais para brigar com concorrentes 1.4 litro aspirados, que mesmo para ser um esportivo de verdade, tanto que surge apenas o nome turbo como diferencial de estilo no modelo. Ele é mais um representante da tendência mundial de downsizing, ou seja, um veículo com motorização 1.0 litro mas com rendimento de 1.4 litro aspirado.


Materia feita em parceria com a revista eletronica: MECANICA ONLINE 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

COMPETIÇÃO BAJA SAE - 2016 - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Competição BAJA-SAE, mais do que uma competição uma aula de engenharia automotiva!
São Paulo - A equipe paulista FEI Baja 2 do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, se sagrou campeã da 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, encerrada no domingo, 3 de abril, em São José dos Campos, São Paulo. A segunda colocada e vice-campeã pela segunda vez consecutiva foi a equipe Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição representada também pela equipe Mangue Baja 2, que ficou em quinto lugar.



A terceira equipe no pódio foi a Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, e a quarta colocação ficou com a equipe Poli Atlas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Sou Juiz de projeto desta competição há quatro anos e a cada ano observo uma nítida melhora dos pequenos, mas poderosos veículos. A melhora técnica nos carros e dos alunos é perceptível, principalmente para quem acompanha a prova há alguns anos. Estamos partindo para o profissionalismo e não há mais espaço para “aventureiros”. Os carros Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, com um motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Esta competição organizada pela SAE é muito interessante, pois educa de forma pratica os futuros engenheiros automobilísticos. É muito comum ver profissionais da indústria circulando entre os competidores à procura de estudantes que se destacam durante a competição.

Os “Bajas” desenvolvem velocidades superiores a 60 Km/h e são capazes de vencer obstáculos dos mais variados possíveis, com suas suspensões em alguns modelos de eixo rígido e em outros independentes, tais como: travessia de alagados, passagem por cima de troncos e montanhas, buracos, pistas irregulares, no seco e no molhado (durante a prova de enduro um caminhão pipa joga agua em toda a pista, com o objetivo de baixar a poeira, mas acaba sendo a sensação da corrida). A competição é dividida em varias provas: Relatório de Projeto, Conforto, Apresentação de Projeto, Aceleração, Suspension & Traction, Tração, Velocidade Máxima e Slalon, encerrando com uma prova de Enduro de Resistência (circuito de 2.100 metros em 4h) cada uma das provas com uma pontuação especifica que sagra o campeão que acumular maior número de pontos.



Não pense o leitor que são etapas fáceis! Não existe uma etapa sequer que os estudantes passem sem serem questionados e testados nos seus conhecimentos e quanto à execução do projeto. Basta dizer que mesmo com diversos capotamentos e acidentes na prova de enduro, não tivemos nenhum tipo de lesão com os pilotos ou com quem estivesse assistindo ou apoiando a prova. A Prova de Segurança é uma das mais exigentes da competição, nada pode representar perigo ao piloto ou aos que competem ou aos que assistem. Todos os materiais, soldas, parafusos, proteções, cintos de segurança são checados nos seus mínimos detalhes.

A SAE tem o cuidado de impor regras restritivas e disponibiliza vários juízes e comissários para acompanhar cada prova, principalmente o Enduro, o ponto alto da competição.

São premiados ainda: Volta Mais Rápida no Enduro, Melhor Equipe Novata, Equipe Fair Play, Equipe 5S, Melhor Equipe Região Norte, Melhor Equipe Região Nordeste, Melhor Equipe Região Centro-Oeste, Melhor Equipe Sudeste, Melhor Equipe Região Sul e o Melhor Espírito de Equipe.

Os estudantes orientados por professores das instituições de ensino que representam, desenvolvem o veículo do papel à realidade aplicando conceitos de engenharia automotiva nas áreas de estruturas, aerodinâmica, suspensão, freios, chassis entre outros subsistemas. Uma oportunidade sem igual para um estudante que deseja seguir na área automotiva. Ele tem a oportunidade de estudar e desenvolver os sistemas do veículo e colocar a mão na massa para desenvolver seu projeto.

Este ano, o que já vem se tornado uma constante, pudemos notar nestes pequenos e notáveis protótipos, muita criatividade e competência com foco principalmente em processos produtivos, novas geometrias e materiais para reduzir esforços na carroceria e garantir a integridade estrutural dos protótipos, além de análise estrutural de peças para confiabilidade na escolha dessas geometrias e materiais, com ensaios e estudos de comportamentos específicos como dureza, flexão e torção. Observamos ainda instituições que efetuaram o completo desenvolvimento de caixas de transmissão, caixas de redução, homocinéticas e sistemas autoblocantes. Talvez partes destes projetos possam estar presentes em nossos carros em cinco ou seis anos, uma vez que um dos objetivos das equipes é focado na redução de custos e peso o que hoje, coincidentemente, são as maiores preocupações da indústria automotiva.

Além dos projetos e construção dos protótipos, as equipes foram responsáveis pela administração e viabilização econômica do projeto. O que não pode ser considerada uma tarefa fácil dado a restrição de verbas que cada equipe enfrenta.

“As competições estudantis da SAE BRASIL são desenvolvidas para motivar os jovens aspirantes à carreira de engenharia, desafiando-os a gerir projetos em todos os seus aspectos, da gestão administrativo-financeira à inovação”, analisa Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.

Com o resultado em São José dos Campos, as três instituições de ensino – FEI, UFPE e UFMG - poderão representar o Brasil na competição Baja SAE Rochester, que será realizada este ano de 9 a 12 de junho próximo, em Rochester, New York, Estados Unidos.



Henrique Pereira 

sexta-feira, 18 de março de 2016

A IDADE DA FROTA : NOVA ! POREM MAL TRATADA !

No dia 3 de fevereiro o Jornal do Carro do Estado de São Paulo editou uma matéria sobre as condições das estradas de rodagem no Brasil e o envelhecimento da frota. Tive a oportunidade de conversar com o Repórter Hairton Ponciano Voz, editor do Jornal do carro, onde discutimos esse tema por telefone, colaborando com a matéria. A conversa com o Hairton me levou a refletir sobre este tema motivando escrever esta coluna.



A Frota Brasileira dependendo da fonte de consulta tem entre 6,9 anos (Jato Consultoria ) e 8,7 anos (SINDIPEÇAS), o que poderia ser considerada uma frota jovem, uma vez que compararmos as frotas ao redor do mundo temos números maiores como por exemplo nos Estados unidos onde a media é de 11,5 anos e na Alemanha 9,4 anos. Dado a minha formação na área das ciências exatas, não me apego somente as médias, pois estas sem os devidos desvios padrões podem nos levar à informações errôneas sobre uma determinada amostra.

Suponha que dois amigos vão a uma pizzaria. Um dos dois come uma pizza inteira e o outro não come nada... Na média cada amigo comeu ½ pizza!

É importante saber como esta frota está distribuída pelos anos para sabermos se os 6,9 – 8,7 anos estão espalhados ao longo de vários anos ou se existe uma concentração de volume de veículos ao redor destes números medianos. Imagine que um grande volume de carros da nossa frota tenha exatamente os 6,9 anos, o que é possível pois foi próximo ao ano 2008 que tivemos o boom dos carros populares e os incentivos fiscais como reduções de IPI, credito fácil e de longo prazo, levando uma grande parte da população a trocar de carro ou mesmo a adquirir o seu primeiro modelo.

Se partirmos da premissa que nossa frota é jovem e que a distribuição dos veículos pelos anos apresenta um comportamento normal, teríamos a expectativa de que um grande volume dos carros em circulação apresentassem boas condições de rodagem, poluindo menos, com um menor numero de quebras e de acidentes. Infelizmente esta não é a realidade que encontramos no Brasil. O estado das estradas e ruas do país, as inúmeras lombadas (Obstáculos) em nossas cidades, o transito pesado, e principalmente a falta de manutenção dos veículos em geral, faz com que a suposta media de 7 anos não seja representativa se comparados a outros países ao redor do mundo.

As estradas Brasileiras há muito tempo deixaram de ser um primor, buracos e trincas no pavimento aparecem todos os dias, ora ocasionados por veículos que trafegam com excesso de carga, ora por intempéries e até mesmo pela falta de manutenção adequada das vias. “Quando” ocorre o fechamento dos buracos ou reparos da manta asfáltica, em algumas cidades do Brasil, parece que são feitos propositalmente para causar outro tipo de defeito na pista: os degraus! Tudo isto faz com que as suspensões dos veículos sejam afetadas, e eventualmente danificadas pois colocam nelas maior stress e frequência de funcionamento, diminuindo a vida de amortecedores e molas. Isto sem contar quando um veiculo “cai” em um buraco e tem uma quebra grave dos elementos da suspensão ou “embolhamento” do pneu.

Nas cidades, e em algumas estradas, a presença de lombadas (físicas) para redução de velocidade nas pistas fazem com que as suspensões dos veículos trabalhem acima do esperado, e que os freios e embreagens sejam acionados em um numero maior de vezes do que necessário.

A poeira e a poluição em excesso colaboram para a deterioração de filtros e componentes. Os filtros de ar do motor tem entupimento acelerado causando maior consumo de combustível.

Combustíveis adulterados, de baixa qualidade, fazem com que os motores trabalhem fora da regulagem correta, geram depósitos nas válvulas e cabeçotes, fazendo com que o veiculo passe a poluir acima do esperado. Tudo isto sem contar com as centenas de motores danificados seriamente pelo uso destes combustíveis.

Em adição a todos esses fatores externos, devo chamar a atenção, para a falta da manutenção dos veículos. Observa-se que os proprietários de veículos procuram hoje as oficinas em casos extremos e uma grande maioria foca somente na forma mais econômica de se resolver o problema. Não atentam se todas as peças necessárias foram substituídas, se as peças são de qualidade se o serviço foi executado com ferramentas corretas, se não sobraram no sistema peças trincadas ou danificadas...

Trocas de pastilha e disco de freios, amortecedores e molas, filtros, correias , e até óleo, só são efetuadas quando o veiculo começa realmente a apresentar algum defeito. São poucos os proprietários que se preocupam em fazer a manutenção preventiva necessária indicada nos manuais dos veículos. Um carro com 8 anos de uso, tem ao menos 80.000 km (existem exceções para mais e para menos ). Nesta altura da vida já deveria ter pneus, velas , correias e ouros componentes substituídos.

Pneus sem menos condição de rodagem, “carecas“ ou com bolhas causadas pelo rompimento da sua estrutura interna, são utilizados até seu ultimo milímetro de borracha, colocando em risco os passageiros do veiculo e de outros veículos circulantes.
Toda esta situação de baixa manutenção veicular pode ser motivada por falta de recursos, falta de conhecimento ou por ambos.

Os programas de inspeção veicular, como os que foram implementados na cidade de São Paulo, por exemplo, minimizavam os problemas com os veículos sem condições de transitar nas ruas. Verificavam a principio as condições de regulagem dos motores visando a emissão de gases poluentes, e objetivavam no futuro efetuar verificações de ruído , equipamentos de segurança e condições gerais do veiculo. Por razões politicas o Programa de Inspeção veicular foi extinto da esfera Municipal de São Paulo sem a devida adoção pela administração Estadual ou Federal, esta ultima mais adequada, correta e efetiva, pois esta inspeção ficaria sob a responsabilidade do DENATRAN. De qualquer forma, fica difícil as autoridades Federais ou mesmo as Estaduais exigirem uma manutenção adequada dos veículos com penalidades e multas, quando eles mesmos não cumprem a premissa básica de se manter as estradas em boas condições e os postos de combustíveis sob vigilância permanente quanto a qualidade dos combustíveis.

Outra iniciativa, que com certeza rejuvenesceria a frota nacional, que se encontra sem prioridades em gavetas do governo, é o Programa de Reciclagem da Frota, que incentivaria carros com certo numero de anos a serem desmontados, de forma correta e processual, tendo seus componentes devidamente separados e reciclados. Este projeto vem sendo estudado há alguns anos por entidades da área e pela indústria automotiva, porém ainda não existe um consenso final sobre as formas e as responsabilidades de se efetivar tal programa, um tanto quanto impopular, lembrando que os veículos mais antigos, em sua grande maioria, circulam entre pessoas de menor poder aquisitivo que muitas vezes utilizam desses veículos para realizar o seu trabalho.

Enfim, às condições de estradas e ruas, somadas a baixa manutenção preventiva, fazem com que a nossa frota de automóveis de 7 – 9 anos de idade se pareça mais com uma frota de 15 – 20 anos.

Matéria publicada na coluna especialistas mecanicaonline
Henrique Pereira 

quarta-feira, 16 de março de 2016

ÓLEO DE MOTOR A GRANEL É MAIS BARATO (Jornal do Carro)

Reportagem do Hairton Ponciano sobre Óleo a Granel no Jornal do Carro de 16/03/216 com nossa participação. Um detalhe seria Henrique Pereira ao invés de Henrique Pinheiro , no final do dia são arvores mesmo ...

Para ler a reportagem original CLIQUE AQUI

Em posto de troca da capital, diferença para um Gol 1.0 é de R$ 26





No Brasil, é possível comprar óleo de motor a granel para automóveis há cerca de três anos, mas essa modalidade, comum na Europa e EUA, é pouco conhecida por aqui.
A principal vantagem é que, como é possível adquirir apenas a quantidade necessária para a troca, o custo é em torno de 8% mais baixo que o do mesmo produto vendido em embalagens de 1 litro, que não pode ser fracionado. Para especialistas, desde que a troca seja feita em locais idôneos, não há risco.
No posto de trocas Mobil Express, na zona oeste da capital (3673-3068), o dono de um Volkswagen Gol 1.0, por exemplo, que optar pelo lubrificante a granel economizará R$ 26 em relação ao lubrificante convencional. Isso porque, além de o litro do óleo embalado ser R$ 2 mais caro, são necessários 3,5 litros para fazer a troca (incluindo o filtro). Ou seja: ele teria de comprar quatro litros.
Como o lubrificante sai por R$ 38 (convencional) e R$ 36 (a granel), o custo seria de R$ 152 e R$ 126, respectivamente. No Mobil Express, o filtro de óleo custa R$ 33. “É como se saísse quase de graça”, diz o dono do posto, Alex Pereira Arruda.
De acordo com o engenheiro e membro da Comissão Técnica de Motores Otto da SAE Brasil, Henrique Pinheiro, a venda do óleo a granel é bastante difundida fora do País tanto por causa do menor preço quanto por questões ambientais, uma vez que reduz o descarte de embalagens. Ele acredita que esse sistema ainda não se popularizou no Brasil por causa da desconfiança do consumidor na hora de adquirir um produto que não esteja lacrado. “Óleo é como o combustível. Você tem de confiar no estabelecimento para abastecer”, compara.
O vice-coordenador da Comissão de Lubrificantes e Fluidos da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Everton Gonçalles, concorda. “O produto é o mesmo. A diferença é que um vem em embalagem de 1 litro e o outro em tambor de 200 litros.”
Hairton Ponciano - Jornal do Carro 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ESTRADAS E DESLEIXO CASTIGAM CARRO BRASILEIRO (Jornal do carro) )


Matéria dos colegas Hairton Ponciano e Karina Craveiro sobre idade da frota brasileira com nossa participação. 

Má pavimentação das rodovias e falta de manutenção do carro provocam o envelhecimento precoce da frota.

Um carro com sete anos de uso no Brasil, na média, está em piores condições de conservação do que um automóvel da mesma idade que rode nos Estados Unidos, Japão ou Alemanha. De acordo com o membro da comissão de motores da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE) Henrique Pereira, isso ocorre por causa de fatores como manutenção inadequada do veículo, qualidade dos combustíveis e condições das estradas. Enquanto a infraestrutura nos países desenvolvidos é boa, aqui a situação é alarmante.
Na terceira reportagem da série sobre a condição dos automóveis que rodam no País, abordamos a questão da manutenção e as condições de nossas estradas. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que, da malha rodoviária brasileira, apenas 12,4% são pavimentados. Além disso, mesmo essas estradas têm falhas.
Em avaliação de competitividade global realizada pelo Fórum Econômico Mundial, a malha viária do Brasil ficou com a 121ª colocação, de 140 países analisados.


O resultado são problemas nas suspensões e pneus, sem contar riscos de acidentes. Mesmo assim, o mecânico Pedro Luiz Scopino (foto abaixo) diz que nem sempre o motorista compreende a necessidade de fazer reparos. “Quando faço orçamento, tenho de dividir o serviços em três categorias: o de prioridade máxima, o que pode esperar mas precisa ser feito e o que é superficial”, diz.
“Carros de oito anos têm pelo menos 80 mil quilômetros rodados”, afirma Pereira. A essa etapa da “vida”, em tese o automóvel já precisou trocar pneus, velas, correias, etc.
Mas poucos se atentam a esses cuidados. “Recebi um Range Rover Evoque na oficina com motor fundido, por causa de borra no óleo”, diz Scopino. Segundo ele, o problema foi causado por falta de troca de óleo dentro do prazo.
Desleixo com relação aos cuidados básicos pode ser motivado por falta de recursos, falta de conhecimento ou pela combinação de ambos: “Noto que, na hora de substituir óleo, as pessoas escolhem pelo preço”, diz Pereira, da SAE.
A frota no Brasil é mais jovem que na maioria dos países desenvolvidos. Estudo da consultoria Jato do Brasil concluiu que a frota nacional tem, em média, 6,9 anos – nos EUA, a média é 11,5 anos e na Alemanha, 9,4. Carros mais novos são mais confiáveis e seguros, além de menos poluentes. Mas, ainda assim, estão sujeitos a quebras.
Em uma frota circulante de cerca de 39 milhões de carros, apenas 1,8 milhão receberam a chamada “baixa definitiva” (o que significa que deixaram de circular) entre 1990 e 2015, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Os números divulgados pela entidade, no entanto, não transmitem a realidade, pois há muitos proprietários que abandonam seus carros que chegam ao fim da “vida” – um número não contabilizado por nenhum órgão.
Nem os carros abandonados recolhidos pela prefeitura e levados a leilão são contabilizados (de janeiro a novembro de 2015, 1.662 foram recolhidos das ruas da capital).
Abandonar o veículo em local público, aliás, é uma prática proibida na cidade de São Paulo. A multa ao proprietário é de R$ 16 mil. Porém, nem todo motorista sabe o que deve fazer em relação ao carro que não tem mais condições de circular.
O jeito certo de fazer
O proprietário deve providenciar a baixa do registro junto ao Detran local. Para isso, é necessária a quitação de débitos existentes. O veículo também não pode ter alienação, caso seja financiado.
Devem ser entregues ao Detran as partes do chassi que contêm o número de identificação, as placas e o Certificado de Registro de Veículo (CRV), conhecido como documento de compra e venda. Com a certidão nas mãos, o dono deve fazer o descarte do carro, encaminhando-o para empresas indicadas pelo órgão. Só no Estado são 1.142 os estabelecimentos credenciados – conhecidos como “desmontadoras”.
Segundo o secretário executivo do Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço, Elias Bueno, “as partes metálicas são destinadas às usinas siderúrgicas, que realizam o derretimento e transformação da sucata para compor a fabricação de novos produtos.” Considerando todo o Brasil, há cerca de cinco mil “desmontadoras”.
HAIRTON PONCIANO e KARINA CRAVEIRO

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

TRANSMISSÕES: MECÂNICAS, AUTOMÁTICAS, AUTOMATIZADAS, OU CVT ? AFINAL COMO FUNCIONAM ?


Com a introdução de novos modelos de automóveis no mercado brasileiro nos últimos anos, sejam eles fabricados localmente ou importados, as opções de tecnologias sejam elas itens de conforto, segurança, motorização ou de transmissões aumentaram geometricamente.
Se focarmos nas transmissões, hoje existem opções que vão muito além dos veículos mecânicos e automáticos. As Transmissões (ou Câmbios) automáticos, historicamente sempre foram pouco utilizados no Brasil, por motivo de custo ou preconceito. Vamos esclarecer, nesta matéria, os tipos de transmissões disponíveis hoje no mercado e deixar com o leitor a opção de escolha, para que não leve “gato por Lebre”.



O custo de uma transmissão automática no Brasil, sempre foi alto, principalmente por não contarmos com fabricas localmente, esta situação fez com que o mercado destes modelos se posicionasse nos carros de maior valor, ou de luxo. Outro fato é que veículos automáticos eram vendidos com descontos para pessoas com deficiências físicas (imobilidade ou falta de membros inferiores) e por muito tempo estes carros ficaram estigmatizados como veículos de deficientes, um preconceito antigo, banido de nossa cultura. 

Nos Estados Unidos 90% dos veículos são equipados com transmissões automáticas, o volume de vendas desta opção justifica seu preço competitivo e não preciso dizer que entre ter um veiculo mecânico ou automático por uma pequena diferença de preço faz com que o consumidor americano opte pelo automático, afinal, é muito mais confortável de se dirigir. 

Aos poucos os Brasileiros foram “pegando gosto” pelos “automáticos” e hoje tem disponíveis com diferentes tecnologias, até em carros ditos “populares”. O mercado dos automáticos tem crescido nos últimos anos, levando alguns fabricantes a considerar a instalação de fabricas de transmissões automáticas em terras brasileiras. Outro ponto a ser considerado é a legislação do “Inovar Auto” (2017) que beneficia com descontos em impostos a eficiência energética. Alguns modelos de transmissões automáticas podem proporcionar ao veiculo um menor consumo de combustível!
É indiscutível o conforto que se obtém no trafego urbano com um carro automático. Em uma cidade como São Paulo. Em um dia comum de um paulistano, o motorista de um veiculo com transmissão mecânica, pode ser obrigado a efetuar mais de 1000 trocas de marcha em poucos quilômetros de ruas. São congestionamentos intermináveis, valetas, obstáculos, semáforos, trocas de velocidade de vias etc. etc... Nada como uma boa transmissão automática e um bom ar condicionado!
As transmissões podem ser divididas em dois grandes grupos, as mecânicas e as automáticas. As automáticas por sua vez em outros três grupos: As Automáticas, as Automatizadas e as do tipo CVT. A partir desta base inúmeras variações sobre um mesmo tema, batizadas e desenvolvidas por diferentes fabricantes compõe um grande leque de opções para os consumidores.

Transmissões Mecânicas: 
As transmissões Mecânicas utilizam relações de marchas por engrenagens fixas e casadas umas com as outras de modo que, através de um sistema de sincronismo, se possa engatar uma marcha ou relação de velocidade escolhida pelo motorista.
Na “transmissão mecânica”, temos um eixo de saída de força que vem do motor (Virabrequim) que passa pelo sistema de acoplamento com a transmissão chamado de embreagem, que tem como função colocar em contato o motor com o com o eixo primário ou árvore primária da transmissão onde se encontram várias engrenagens acopladas. Estas engrenagens se acoplam com as engrenagens de um eixo secundário, dependendo do engrenamento realizando as relações, sempre entre duas engrenagens, a qual é previamente selecionada pelo motorista. O Eixo secundário (ou de saída) é acoplado as rodas por meio de um “cardam” ou das juntas “homocinéticas”. Todo o sistema é mecânico, desde o acionamento da embreagem pelo motorista, seleção de marcha por alavanca até o acoplamento da relação das marchas dentro do câmbio. Difícil de entender? De forma simplista podemos dizer que trata-se de uma caixa de engrenagens onde seleciona-se uma combinação através da alanca de cambio para uma determinada rotação do motor e velocidade desejada do veiculo! 

No Brasil as transmissões mecânicas estão presentes em 90 % dos automóveis e podem ser de 4 a 6 marchas à frente e uma a ré.

Transmissões Automatizadas: 
Na verdade a transmissão automatizada, é uma transmissão mecânica convencional conforme descrito acima. As trocas de marcha são gerenciadas por um modulo eletrônico que ao receber sinais de rotação, velocidade e carga do veiculo comanda a mudança da marcha para cima ou para baixo através de atuadores eletro-hidráulicos sem a necessidade do motorista acionar a embreagem ou mudar a marcha na alavanca de cambio. 

Os câmbios automatizados possuem menor complexidade interna, se comparados a câmbios automáticos podendo ter uma manutenção mais barata, onde a ocorrência mais comum seria a troca da embreagem. Por ser mais leve, pode ser usado em veículos com motores menores e assim proporcionar um consumo de combustível menor. Uma vantagem a ser comentada é o custo menor, se comparado a transmissões automáticas convencionais.

Dependendo da calibração da transmissão, feita pela montadora, e muito comum de se observar solavancos nas trocas de marchas. Em subidas, pode haver retorno do veículo dependendo da inclinação que o carro é submetido, e até o desacoplamento total da embreagem. 

O importante de se notar é que a transmissão automatizada não é uma transmissão automática, como é vendido por alguns comerciantes, portanto ao efetuar a compra de um carro com transmissão automatizada faça um “test drive” e tenha consciência do que esta levando para casa, para não levar o “gato por lebre”. O fato de ambos os tipos, Automática e Automatizada, oferecerem um carro sem embreagem, dispensando a necessidade da troca manual de marchas, faz com que muitos consumidores os confundam e até mesmo considerem que estão investindo em determinada funcionalidade, quando na verdade, trata-se de outra.

Transmissões Automáticas: 
O sistema de transmissão automática como é conhecido hoje, foi inventado pelos brasileiros José Braz Araripe e Fernando Lehly Lemos em 1932. Como não havia no Brasil indústria que se interessasse pelo invento, eles venderam a patente à GM, que, em 1939, lançou o sistema Oldsmobile Hydra-Matic. A GM foi a responsável pela primeira transmissão automática de produção em massa no mundo.
As transmissões automáticas se diferenciam das transmissões Mecânicas na sua construção e principio de funcionamento ao invés das engrenagens fixas de marcha, o câmbio automático usa um conjunto de engrenagens “planetárias”, que em principio seria um jogo de engrenagens utilizadas na transmissão manual, mas concentradas em uma única peça. Para que o sistema funcione, existe um componente chamado de conversor de torque, que faz a função de embreagem. Este item faz um acoplamento hidráulico que permite que o motor gire de forma independente da transmissão.
Assim, se o motor girar mais lentamente, a quantidade de torque que passa pelo conversor é menor. Se o motorista acelera, o motor bombeia mais fluido para dentro do conversor de torque, o que faz com que essa força seja transmitida às rodas.

As transmissões automáticas atuais são controladas por sistemas eletrônicos, que comandam as trocas de marcha dependendo da velocidade do veiculo, carga e rotação do motor. Eventualmente uma mesma transmissão automática se comporta de forma totalmente diferente dependendo de qual montadora efetuou a calibração (Regulagem eletrônica) dela no veiculo. Pode-se observar ainda em alguns modelos opções de “dirigibilidade” mais econômica ou mais esportiva, por exemplo, o que nada mais são do que opções de regulagem dos pontos e troca feitas eletronicamente. 

Dirigir um carro automático é muito agradável, principalmente nos congestionamentos das grandes cidades, mas também é muito agradável durante uma viajem por estradas. A principal desvantagem desta transmissão é o consumo de combustível, pois o conversor de torque faz com que o conjunto fique mais pesado. Quanto mais moderna e atual a transmissão, menor o consumo. Um recurso utilizado para minimizar o consumo é o aumento do numero de marchas. Hoje é muito comum veículos automáticos com 6, 7, e 8 marchas. Devido à maior complexidade interna, pode ter uma manutenção mais cara e realizada somente em oficinas especializadas.

Transmissões do tipo CVT
CVT ou “Continously Variable Transmition” (Transmissão Continuamente Variável) é uma das “coqueluches” recentes em matéria de inovações automobilísticas. Seu princípio de funcionamento vem muito antes da criação do automóvel: Leonardo Da Vinci foi o responsável pelos primeiros esboços do sistema de transmissão de força através de polias variáveis ainda no século XV. Entretanto, somente no final do século XIX o CVT foi patenteado e, depois do princípio ser utilizado em diversas máquinas, levou mais de um século para aparecer com mais frequência como tecnologia das caixas de velocidades nos carros de rua.

O CVT consiste na adoção de duas polias de diâmetro variável ligadas entre si por correia ou outro sistema mecânico. Uma das polias está ligada ao motor pelo conversor de torque (polia principal) e a outra ao sistema diferencial (polia secundária). Conforme uma das polias diminui seu diâmetro “abrindo”, a outra aumenta seu diâmetro “fechando”, alterando a velocidade de rotação de seus eixos.
A relação de diâmetro entre as polias, e a variação de velocidade de rotação, determina a força que é transmitida para as rodas, fazendo com que o motor sempre trabalhe na rotação mais próxima da ideal.

A principal diferença está nas “mudanças de marchas”, muito suaves, quase imperceptíveis, uma vez que o câmbio possui infinitas relações de marcha. Ou seja, o motor fica praticamente numa rotação constante enquanto o câmbio faz o trabalho, com a velocidade aumentando.

Entre os principais benefícios dessa tecnologia, estão o conforto do motorista e a possibilidade de economia de combustível, já que, teoricamente, o motor trabalha levando em conta a carga do motor e as condições de rodagem, e não “desperdiça” aceleração.

O que permitiu o sucesso do sistema em motores maiores foi o desenvolvimento e a aplicação de novos materiais da correia, feita em diversas ligas de metal. Em alguns modelos, a correia se assemelha a uma corrente com vários gomos paralelos.

Este tipo de transmissão não possui engrenagens como os câmbios mecânicos ou discos hidráulicos como nos câmbios automáticos convencionais. Duas polias cônicas (com o diâmetro variável) se movimentam através de uma correia flexível. Observa-se, o funcionamento da transmissão “liso”, sem trancos.

O DSG da AUDI :
DSG ou “Direct Shift Gear” (Caixa de Cambio com troca de marchas direta) funciona como se tivesse dois câmbios mecânicos funcionando ao mesmo tempo, cada qual com sua embreagem. Um cuida das marchas pares e outro, das ímpares. Os dois não brigam porque, quando a primeira marcha está em uso, a segunda fica engrenada, mas com sua embreagem acionada. Entre três e quatro centésimos de segundo, um computador aciona uma embreagem e desacopla a outra, fazendo a mudança de marcha. Enquanto o carro roda em segunda marcha, o sistema deixa a engrenagem da terceira no ponto, sempre selecionando a opção mais provável, até chegar à sexta. Se o motorista reduzir a marcha durante uma aceleração, o câmbio fará a troca na hora, como num sistema tradicional. É um cambio automático por definição pois não tem sistema de embreagem !

Tiptronic, Multitronic, S tronic, R tronic, Xtronic, Lineartronic, Toroidal, Multimatic, Easytronic, Dualogic, Powershift, i-Motion, Easy'R, ETG … Muito prazer!
Cada montadora batiza suas transmissões com nomes diferentes, mas na verdade elas estão classificadas em 4 categorias: As Mecânicas , Automáticas , Automatizadas e CVT. Cada fabricante procura se diferenciar dos outros impondo a sua tecnologia de engate, as alavancas, presença de borboletas e alavancas, etc., mas o importante é o principio de funcionamento. 

Portanto ao comprar um automóvel o consumidor deve estar atento ao tipo de transmissão que esta comprando e tentar ao máximo obter informações detalhadas sobre o funcionamento, e se possível efetuar um “test drive”, para mais uma vez, insisto, não comprar gato por lebre !

Henrique Pereira
Materia da Coluna FIKADIKAAUTO na revista www.mecanicaonline.com.br