sábado, 23 de abril de 2016

LANÇAMENTO : AUDI A4 - 2016

Nova geração do Audi A 4 chega ao Brasil equipada com motor de 190 cv e transmissão S tronic de sete velocidades, estivemos no lançamento e aqui deixamos nossas impressões. 




O carro se destaca no item dirigibilidade, começando pelo conforto acústico no seu interior nitidamente percebido nos primeiros metros de transito urbano. Os ruídos de rolagem, motor, vento  e mesmo os oriundos de outras fontes externas são minimizados pelo excelente tratamento acústico e o próprio design externo do AUDI 4. O AUDI “Cokpit Virtual “ (Já apresentada anteriormente no AUDI TT e outros modelos da marca) , em conjunto com a central MMI permitem que o usuário combine  da forma que melhor convier todas as informações sobre o funcionamento do carro,  do motor , velocidade , computador de bordo , sistema de navegação , som,  telefone, entre outras .  Uma excelente ergometria faz com que o motorista tenha ao alcance das mãos todos os comandos necessários para operar os mais diferentes sistemas do carro , como radio , Mídia  , navegadores, iluminação .  O carro avaliado era completo e contava com todos os itens previstos para os modelos mais luxuosos. Os  bancos, confortáveis , em couro sintético, apresentam excelente design com múltiplas regulagens , contam com  um bom espaço interno o que faz com que o motorista não se canse da posição de dirigir mesmo que por longas distancias.

O motor , um 2.0L Turbinado, batizado de 2.0 TSI Ultra é totalmente novo e utiliza entre outros,  conceitos de combustão do tipo “Atkinsons”, combinados a dupla injeção de combustível (direta e indireta) , e turbocompressor. Este conjunto  dá ao motor 190 CV de potencia com 340 Nm de torque , que são mais do que suficientes para acelerar o A4 a 100 km/h em 7,3 segundos e dar ao carro uma velocidade máxima de 240 Km /h. Um carro com características de sedan comportado, porem  extremamente rápido e bastante ágil . Agradou muito !    

A transmissão , também nova de acordo com a AUDI , é um dos pontos altos do carro , com 7 velocidades e dupla embreagem faz trocas praticamente instantâneas respondendo imediatamente ao comando do motorista, seja por acionamento do acelerador ou através das borboletas no volante. Em acelerações e desacelerações tem-se a sensação de estar dirigindo uma transmissão constantemente variável (CVT), pois não se sente a troca das marchas. O carro pode ser ajustado para diferentes formas de dirigir , como dinâmica , Eficiente , conforto Automática e individual onde o motorista ajusta a transmissão com sua própria personalidade.  Pode –se dizer que estamos próximo ao estado da arte neste componente.

Um carro completo , muito confortável , e com excelente performance que vai dar trabalho a sua concorrência direta.





Especificações técnicas
Motor: 2.0 TFSI ultra
Cilindros /cilindrada: 4 em linha, transversal/1.984 cm³
Potência: 190 cv entre 4.200 e 6.000 rpm
Torque máximo: 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm
Tração: dianteira
Transmissão: S tronic, 7 velocidades, dupla embreagem
Peso: 1.405 kg
Comprimento: 4.726 mm
Largura: 1.842 mm
Altura: 1.427 mm
Distância entre-eixos: 2.820 mm
Tanque de combustível: 54 l
Porta-malas: 480 l
Aceleração 0-100 km/h: 7,3 s
Velocidade máxima: 210 km/h.
Avaliação efetuada em parceria com Mecânica Online

sexta-feira, 22 de abril de 2016

LANÇAMENTO : HYUNDAI HB20 1,0L TURBO


A Hyundai amplia a família do novo HB20 com a chegada da motorização 1.0 litro turbo. A nova opção produz 105 cavalos de potência máxima a  6.000 rpm e torque de 15,0 kgf.m disponível já a 1.550 rpm. A marca mantém as versões naturalmente aspiradas de 80 cv (1.0) e 128 cv (1.6).



Com o início das vendas previsto para o próximo dia 26 de abril, o HB20 1.0 Turbo é 31% mais potente e tem 47% mais torque quando comparado ao HB20 1.0 aspirado.


O HB20 1.0 litro Turbo veio para ocupar uma faixa de mercado entre o HB20 1.0 litro aspirado e o HB20 1.6, tanto em custo quanto em performance. O motor é novo, diferente do atual 1.0. Desenvolve 105 CV @6000 RPM e 15,0 mkgf @1550 RPM quando abastecido com etanol.

Mantém a arquitetura de 3 cilindros com novo bloco, cabeçote e pistões todos redesenhados e reforçados para receber a carga a que serão expostos. O motor e sua calibração foram desenvolvidos na Coréia do Sul e conta com uma turbina de 1,9 bar da Honeywell, intercooler ar/ar, injeção indireta de combustível com pressão de trabalho de 3.8 bar e taxa de compressão de 9,5:1. Ele é diferente do modelo Europeu que é equipado com injeção direta e tem potência na faixa dos 120 CV (com gasolina).
E a Hyundai não poderia encontrar um lugar melhor para a avaliação do HB20: a pista do autódromo de Interlagos. E o Mecânica Online® não perdeu a oportunidade.


Em altas rotações o desempenho do motor é muito bom. Rápido, ágil, dinâmico. O HB20 turbo vai aumentando a potência, como bem mostra seus dados técnicos, onde alcançamos a potência máxima nas 6.000 rotações por minuto.
O conjunto mecânico e a transmissão de seis velocidades, garantem a boa performance na pista e em situações de curvas mais arrojadas. As primeiras marchas são mais longas e o diferencial também foi alongado em 10% em relação ao motor 1.0 aspirado.
E quando avaliamos o HB20 Turbo em baixa rotação identificamos uma característica que não encontramos na versão 1.0 aspirada. Numa simulação de trânsito urbano sentimos um “turbo leg” quando da mudança da primeira para a segunda marcha, que em alguns momentos chega a incomodar o motorista.
A redução da taxa de compressão de 12,0:1 no motor aspirado para 9,5:1 no motor turbo, operando em baixas rotações,  somados de toda a restrição do sistema de turbina e intercooler parece fazer com que ele perda seu rendimento nesta faixa de trabalho.
O motor “cria vida” quando a rotação atinge cerca de 3.000 rpm, principalmente na terceira marcha. Neste ponto temos potência de sobra para efetuar ultrapassagens ou mesmo acelerar um pouco mais.
Aparentemente a nova transmissão esta bem adequada para velocidades mais altas, desenvolvendo muito bem em 3° , 4° e 5° marchas , tendo a 6° marcha a característica de sobremarcha (overdrive), o que traz para o pequeno HB20 conforto sonoro e baixo consumo de combustível em estradas por exemplo.
Ao viajar a 100 km/h em sexta marcha, por exemplo, o motor gira a 2.650 rpm; rotação que estaria na casa das 3.200 rpm quando limitada à quinta marcha.
O turbo possui geometria fixa, e não varia a pressão do sistema em função do combustível, dois detalhes que fariam a diferença com relação a performance com etanol e com relação ao Turbo leg encontrado nas baixas rotações.
A presença do HB20 turbo é mais para brigar com concorrentes 1.4 litro aspirados, que mesmo para ser um esportivo de verdade, tanto que surge apenas o nome turbo como diferencial de estilo no modelo. Ele é mais um representante da tendência mundial de downsizing, ou seja, um veículo com motorização 1.0 litro mas com rendimento de 1.4 litro aspirado.


Materia feita em parceria com a revista eletronica: MECANICA ONLINE 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

COMPETIÇÃO BAJA SAE - 2016 - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Competição BAJA-SAE, mais do que uma competição uma aula de engenharia automotiva!
São Paulo - A equipe paulista FEI Baja 2 do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, se sagrou campeã da 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, encerrada no domingo, 3 de abril, em São José dos Campos, São Paulo. A segunda colocada e vice-campeã pela segunda vez consecutiva foi a equipe Mangue Baja 1, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição representada também pela equipe Mangue Baja 2, que ficou em quinto lugar.



A terceira equipe no pódio foi a Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, e a quarta colocação ficou com a equipe Poli Atlas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Sou Juiz de projeto desta competição há quatro anos e a cada ano observo uma nítida melhora dos pequenos, mas poderosos veículos. A melhora técnica nos carros e dos alunos é perceptível, principalmente para quem acompanha a prova há alguns anos. Estamos partindo para o profissionalismo e não há mais espaço para “aventureiros”. Os carros Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, com um motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Esta competição organizada pela SAE é muito interessante, pois educa de forma pratica os futuros engenheiros automobilísticos. É muito comum ver profissionais da indústria circulando entre os competidores à procura de estudantes que se destacam durante a competição.

Os “Bajas” desenvolvem velocidades superiores a 60 Km/h e são capazes de vencer obstáculos dos mais variados possíveis, com suas suspensões em alguns modelos de eixo rígido e em outros independentes, tais como: travessia de alagados, passagem por cima de troncos e montanhas, buracos, pistas irregulares, no seco e no molhado (durante a prova de enduro um caminhão pipa joga agua em toda a pista, com o objetivo de baixar a poeira, mas acaba sendo a sensação da corrida). A competição é dividida em varias provas: Relatório de Projeto, Conforto, Apresentação de Projeto, Aceleração, Suspension & Traction, Tração, Velocidade Máxima e Slalon, encerrando com uma prova de Enduro de Resistência (circuito de 2.100 metros em 4h) cada uma das provas com uma pontuação especifica que sagra o campeão que acumular maior número de pontos.



Não pense o leitor que são etapas fáceis! Não existe uma etapa sequer que os estudantes passem sem serem questionados e testados nos seus conhecimentos e quanto à execução do projeto. Basta dizer que mesmo com diversos capotamentos e acidentes na prova de enduro, não tivemos nenhum tipo de lesão com os pilotos ou com quem estivesse assistindo ou apoiando a prova. A Prova de Segurança é uma das mais exigentes da competição, nada pode representar perigo ao piloto ou aos que competem ou aos que assistem. Todos os materiais, soldas, parafusos, proteções, cintos de segurança são checados nos seus mínimos detalhes.

A SAE tem o cuidado de impor regras restritivas e disponibiliza vários juízes e comissários para acompanhar cada prova, principalmente o Enduro, o ponto alto da competição.

São premiados ainda: Volta Mais Rápida no Enduro, Melhor Equipe Novata, Equipe Fair Play, Equipe 5S, Melhor Equipe Região Norte, Melhor Equipe Região Nordeste, Melhor Equipe Região Centro-Oeste, Melhor Equipe Sudeste, Melhor Equipe Região Sul e o Melhor Espírito de Equipe.

Os estudantes orientados por professores das instituições de ensino que representam, desenvolvem o veículo do papel à realidade aplicando conceitos de engenharia automotiva nas áreas de estruturas, aerodinâmica, suspensão, freios, chassis entre outros subsistemas. Uma oportunidade sem igual para um estudante que deseja seguir na área automotiva. Ele tem a oportunidade de estudar e desenvolver os sistemas do veículo e colocar a mão na massa para desenvolver seu projeto.

Este ano, o que já vem se tornado uma constante, pudemos notar nestes pequenos e notáveis protótipos, muita criatividade e competência com foco principalmente em processos produtivos, novas geometrias e materiais para reduzir esforços na carroceria e garantir a integridade estrutural dos protótipos, além de análise estrutural de peças para confiabilidade na escolha dessas geometrias e materiais, com ensaios e estudos de comportamentos específicos como dureza, flexão e torção. Observamos ainda instituições que efetuaram o completo desenvolvimento de caixas de transmissão, caixas de redução, homocinéticas e sistemas autoblocantes. Talvez partes destes projetos possam estar presentes em nossos carros em cinco ou seis anos, uma vez que um dos objetivos das equipes é focado na redução de custos e peso o que hoje, coincidentemente, são as maiores preocupações da indústria automotiva.

Além dos projetos e construção dos protótipos, as equipes foram responsáveis pela administração e viabilização econômica do projeto. O que não pode ser considerada uma tarefa fácil dado a restrição de verbas que cada equipe enfrenta.

“As competições estudantis da SAE BRASIL são desenvolvidas para motivar os jovens aspirantes à carreira de engenharia, desafiando-os a gerir projetos em todos os seus aspectos, da gestão administrativo-financeira à inovação”, analisa Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.

Com o resultado em São José dos Campos, as três instituições de ensino – FEI, UFPE e UFMG - poderão representar o Brasil na competição Baja SAE Rochester, que será realizada este ano de 9 a 12 de junho próximo, em Rochester, New York, Estados Unidos.



Henrique Pereira