segunda-feira, 16 de novembro de 2015

COMBUSTÍVEIS ??? MUITAS OPÇÕES POUCAS INFORMAÇÕES !

Um grande ponto de interrogação aparece na cabeça do motorista quando ele entra em um posto de combustíveis e o frentista pergunta: Com qual combustível vai abastecer ?

Se o motorista dirige um carro flex, a primeira, e natural dúvida que aparece é: se deve abastecer com Etanol ou com Gasolina comum. Embora milhares de matérias já foram veiculadas sobre esta escolha , nem sempre nos lembramos da formula “secreta”.

O mais importante a ser considerado aqui quando for abastecer o seu automóvel Flex é a diferença de preços, já que o consumo de álcool é, em media 30 % maior que o consumo de gasolina em um mesmo motor. Assim, a forma mais simples de se calcular qual o combustível mais econômico em determinado posto de abastecimento é multiplicando o valor da gasolina no posto por 0,7. Se o resultado for maior que o valor do álcool, vale abastecer com álcool, se o resultado for menor que valor do álcool, abasteça com gasolina.

Ainda parece complicado? Então vamos lá: Hoje existem vários apps para celular que efetuam esta conta para você e apresentam com qual combustível obtém-se a maior vantagem econômica, é só baixar o app introduzir o custo por litro de cada combustível e “Voila ”! Ele te da a melhor opção.
Se fosse só esta, a única duvida que surge ao motorista no abastecimento, esta, teria sido a coluna mais fácil de ser escrita, porem é aqui que começam surgir as outras questões dado a oferta de opções em nosso mercado.

Em adição a Gasolina e ao Etanol “comuns”, o mercado de combustíveis Brasileiro oferece hoje produtos como: o Etanol aditivado , a Gasolina comum aditivada e as gasolinas Premium.

ETANOL ADITIVADO:
Este produto oferecido por algumas distribuidoras prometem propriedades anti-corrosivas, de redução de atritos internos e limpeza interna do motor pela presença de aditivos “especiais”.

A descrição e marketing deste combustível nos parece bastante interessantes, porem devo dizer, com base na minha longa experiência na indústria automotiva, que os fabricantes testam seus motores a exaustão com Etanol Comum, sem aditivos ou qualquer produto adicional. O Etanol é um combustível limpo, tem um excelente poder de limpeza, não deixa depósitos no motor mesmo após longas horas ou quilômetros de funcionamento do motor. Quanto a corrosão e desgaste prematuro dos componentes, comuns nos anos 80 , a indústria já solucionou estas questões ao longo dos últimos 40 anos de experiência com este combustível. Novos materiais foram desenvolvidos e introduzidos nos veículos que evitam corrosão, desgastes ou rupturas pela presença do Etanol.

Outro aspecto a ser observado aqui é que este tipo de combustível tem baixo volume de vendas, não é incomum ver frentistas oferecendo o etanol aditivado com muita ênfase, nos parece que a estocagem deste produto nos postos tem um prazo maior que o etanol comum, o que não é benéfico para o combustível.

GASOLINA ADITIVADA
Diferentemente do ETANOL, a aditivação da gasolina traz real benefícios para o motor, resíduos da queima da gasolina se acumulam no motor formando borras por sobre as válvulas e em alguns casos chegando a componentes superiores do motor como coletor de admissão e injetores. Com isto o carro pode apresentar falhas de dirigibilidade (Motor engasgando, falhando) ter seu desempenho reduzido (perda de performance, maior consumo de combustível, detonação conhecida popularmente como batida de pino, e o aumento das emissões de poluentes).

Os pacotes de aditivos que são adicionados à gasolina têm como principais componentes um agente detergente e um agente dispersante. Por onde passa a gasolina aditivada, a goma depositada é removida pela ação do detergente e mantida em suspensão no fluido pela ação do dispersante até a câmara de combustão, onde é completamente queimada, sem deixar resíduos.

Seria interessante usar sempre gasolina aditivada , porem em função do seu custo dependendo o quanto o motorista utiliza o veiculo, pode-se alternar o uso de gasolina aditivada com gasolina comum. Utilizar somente gasolina comum também não traz grandes problemas desde que o combustível tenha boa procedência e não fique parado no tanque do seu carro por longos períodos.

Um projeto em andamento do governo Brasileiro prevê a aditivação de toda a gasolina a ser vendida, ou seja a partir de meados de 2017 a gasolina comum passará a ser aditivada, como ocorre hoje nos Estados Unidos e alguns países da Europa. Esta ação deve proporcionar veículos com funcionamento regular, mais econômicos, e menos poluentes.

Uma opção a gasolina aditivada em veículos Flexíveis é a alternância de gasolina comum com Etanol. O Etanol tem poder detergente e mantem o motor limpo, quando utilizado em alternância com a gasolina faz papel de aditivo.

GASOLINA PREMIUM (Alta Octanagem)
São gasolinas com características diferenciadas: possuem octanagem de 91 unidades (IAD – Índice Antidetonante), e com aditivos diferenciados. São classificadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), como gasolina tipo Premium. Estas gasolinas , diferentemente das gasolinas Comum e Aditivadas tem 25% de Etanol na sua composição.

A Petrobras oferece hoje em seus postos distribuidores a gasolina “Podium”, que pode ser considerada uma gasolina Premium superior com 95 unidades (IAD – Índice Antidetonante)e baixo teor de enxofre 30 ppm (ao invez de 60 ppm como nas outras gasolinas do mercado ).

Cada distribuidora de combustível, batiza sua gasolina Premium com nomes diferenciados, como por exemplo: Podium (Petrobras) ; Power Racing (Shell) ; Original Premium (Ipiranga) entre outras.

Esta gasolina é recomendada para veículos de alta performance ou que possuem sistema de mapeamento do motor que identifica gasolinas de alta octanagem, alterando os parâmetros de funcionamento do motor obtendo assim o melhor desempenho com esse combustível. Trata-se aqui de veículos importados (exclusivos a Gasolina). A recomendação do uso de gasolina de alta octanagem geralmente se encontra no manual do proprietário do veiculo.

Em um veiculo de passeio, o uso destas gasolinas pode vir a apresentar pequenas, e muitas das vezes, imperceptíveis melhoras de desempenho e consumo de combustível, que não vão trazer um retorno do valor gasto com o combustível. Não existe nenhum problema ou impedimento do uso deste combustível nos veículos em geral, apenas não se obterá os mesmos resultados de um veiculo de alta performance.

COMO SE PRODUZ GASOLINA?
A gasolina é obtida do refino do petróleo, composto, basicamente, por uma mistura de hidrocarbonetos (compostos orgânicos que contêm átomos de carbono e hidrogênio). Os processos de refino utilizados na produção da gasolina compreendem várias etapas. De um modo geral, o processo começa com uma simples separação física denominada destilação. Da destilação aproveita-se a nafta e o gasóleo para a produção da gasolina. O gasóleo passa por um processo complexo, que modifica a estrutura das moléculas, chamado craqueamento catalítico. A partir desse processo é obtida uma outra nafta, chamada nafta de craqueamento, que pode ser adicionada à nafta de destilação para a produção de gasolina.

Para a produção da gasolina tipo Premium são utilizados processos ainda mais sofisticados, que fornecem correntes de elevada octanagem, como a alquilação e a reforma catalítica. Além da octanagem, outros fatores devem ser considerados para a produção de uma gasolina de qualidade elevada, como, por exemplo, a sua volatilidade, a sua estabilidade e a sua corrosividade, de forma a garantir o funcionamento adequado dos motores.

O tempo para produção de uma gasolina varia muito dependendo do tipo de petróleo, do processo utilizado, da quantidade que se precisa produzir e do tipo de gasolina (comum ou premium). Este tempo pode levar de algumas horas até mesmo uma semana

Após a produção, nas distribuidoras, se executam as misturas com Etanol Anidro. Desde 16 de março de 2015, o percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina de classificação comum é de 27% e na gasolina premium é de 25%

COMO SE PRODUZ ETANOL ?
O Etanol no Brasil é produzido a partir da Cana de Açúcar, que após ser colhida no campo (por processos manuais ou automatizados ), é lavada e picada em pequenos pedaços e moída para a extração do caldo, que será transformado em açúcar ou etanol. O que sobra da moagem é chamado de bagaço, um resíduo fibroso que pode ser queimado em caldeiras para a obtenção de energia.

O caldo obtido na moagem vai para tonéis de decantação, onde é misturado com cal e outras substâncias químicas para purifica-lo. Este caldo concentrado passa por outro processo de purificação, recebendo substâncias químicas e sendo movimentado constantemente. Ele é então conduzido a outro tanque e misturado com água e fermento biológico. Esse fermento é um fungo, que se alimenta do açúcar do caldo, liberando gás carbônico e álcool.

A mistura é levada para uma centrífuga, que separa o fermento da parte líquida, chamada de vinho fermentado, que contem álcool, matéria orgânica, minerais e água.

O líquido é então destilado, dando origem ao Etanol Hidratado. Contendo 93% de álcool e os restantes 7% de água, que abastecem carros com motor flex e os mais antigos movidos só a Etanol.

Para poder ser misturado à gasolina, passa-se o Etanol Hidratado por uma coluna de recuperação, onde mais um processo químico que o desidrata, o transforma no etanol anidro, com 99% de álcool.

ETANOL POLUI MENOS?
Os veículos devem obedecer as leis de emissões veiculares, no Brasil conhecidas como PROCONVE ( Programa de Controle de Emissões Veiculares), independente do combustível que o veiculo esta utilizando , portando no uso diário embora existam diferenças ainda que pequenas a favor do Etanol, entre as emissões de um carro movido a Etanol se comparado ao mesmo veiculo movido a gasolina, não é no veiculo que encontraremos a um diferencial .

O Etanol é considerado um combustível ecologicamente correto, porque não afeta a camada de ozônio, já que é obtido a partir da cana-de-açúcar, o que ajuda na redução do gás carbônico da atmosfera através da fotossíntese nos canaviais. Além disso, o plantio e cultivo da cana-de-açúcar aumentam a umidade do ar e a retenção das águas da chuva. Durante a produção de Etanol como sub-produto temos a energia elétrica gerada a partir da queima do bagaço de cana.

Desta forma se olharmos para o ciclo completo de produção e queima de cada um dos combustíveis , pode –se dizer que o Etanol é menos poluente que a Gasolina.

ADULTERAÇÕES DE COMBUSTIVEL UM CASO DE POLICIA !
São inúmeras as formas de se adulterar combustíveis , as mais comuns são a adição de solventes e Etanol acima da quantidade especificada com o único objetivo de se obter um produto final mais barato. Como solventes, há diversos tipos de produtos como aguarrás e solvente para borracha (SPB). O SPB, também conhecido como benzina industrial, é citado informalmente como um dos mais empregados para uso fraudulento em gasolina, depois do Etanol

Oficinas tem recebido uma enorme quantidade de veículos com motores danificados pela presença de componentes químicos estranhos ao combustível. Estas químicas não só danificam como podem levar motores a quebras.

No caso do Etanol a adulteração mais comum encontrada é a adição de agua. Em alguns postos já foram encontradas quantidades acima de 15 % de agua no Etanol. Relata-se em algumas oficinas a presença de sílica nos tanques de combustível o que indica claramente a utilização de agua de poço (com areia).

As distribuidoras de combustível não possuem poder de fiscalizar e/ou multar postos. Essa é uma atribuição da ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustível, que não tem capacidade de fiscalizar todos os postos de nosso País. As grandes distribuidoras têm programas de qualidade para monitorar e garantir a qualidade de combustíveis em postos conveniados.

Sempre desconfie de combustível muito barato, não existem milagres nesta área pois o combustível base, no Brasil vem sempre da mesma fonte: A Petrobras, e não há como se obter grandes vantagens comerciais para se vender gasolina em valores muito inferiores do que a media. Preços podem variar em função de estoque, quantidade de vendas mensais, distancia ate a distribuidora, frete do caminhão de entrega, mas geralmente essas diferenças em uma mesma cidade são muito pequenas. Portanto desconfie de preços muito baixos, procure saber a sua razão.

Da próxima vez que for parar em um posto de abastecimento espero que esta contribuição venha fazer a diferença, e ajudar o leitor a escolher entre as varias opções disponíveis no mercado Brasileiro.

Henrique Pereira 
Materia da Coluna FIKADIKAAUTO na revista www.mecanicaonline.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2015

CARRO TURBINADO ... VOCÊ AINDA VAI DIRIGIR UM !

Não é necessário se imaginar em uma pista de corridas ou envolvido em um “racha” de carros “tunados”, para estar “pilotando “ um carro turbinado . Muito provavelmente você, caro leitor deve dirigi-lo em breve no seu dia a dia, indo buscar os filhos na escola ou simplesmente indo trabalhar.

As Turbinas ainda são vistas pela maioria dos consumidores como sinônimo de potencia, torque e carros esportivos pela forma que foi vendida no Brasil nos últimos anos, mas esta percepção tende a mudar nos próximos anos.

Passa despercebido aos olhos dos consumidores, mas hoje em dia praticamente todos os veículos à Diesel são turbinados, entre eles: Caminhões, Ônibus e caminhonetes. Nota-se que este tipo de veiculo não tem apelo esportivo ou mesmo inscrições em sua carroceria chamando atenção para o fato de ser equipado com um motor Turbinado. Afinal o que se procura nestes casos é exclusivamente a eficiência energética, a maior capacidade de torque e carga com menor consumo de combustível.

A tecnologia das turbinas em motores veiculares nasceu, como toda nova tecnologia em veículos mais sofisticados , da mesma forma que a injeção eletrônica , a injeção direta , e embora a tecnologia das turbinas tenha sido patenteada em 1905, pelo engenheiro suíço Alfred Büchi, a primeira vez que foi aplicada em um veiculo de passeio foi em 1962 no Oldsmobile Jetfire. (historicamente não foi um grande sucesso de vendas).

A popularização das turbinas no mercado automotivo se iniciou quando do lançamento do Porsche 911 Turbo, já no final dos anos 60.

O primeiro veiculo de passeio, lançado no Brasil, de fábrica com um motor “Turbinado”, foi o Fiat Uno Turbo de 1,4 litro e 118cv, em 1994. Este veículo, como outros lançados no Brasil, tinham sempre um apelo esportivo e procuravam atrair um publico jovem, baseado na performance que o carro apresentava . 

Até hoje somente onze modelos equipados com turbinas, entre FIATs , VWs e mais recentemente a BMW foram produzidos no Brasil (embora com motores importados). Outros modelos importados de diferentes fabricantes (Peugeot, Citroën e Renault - importados da Argentina , O Jetta , Novo Fusca , os SUVs da VW e o Fusion EcoBoost – Importados do Mexico ; e o Citroën DS3 Importado da França) estão disponíveis no mercado. Alguns destes modelos já abandonaram o apelo esportivo , focando na tecnologia a eficiência.

Ate o final dos anos 90, aqui no Brasil, não se correlacionava carros equipados com turbinas como sinônimos de motores eficientes. Em 1997 a VW lançou a versão turbinada do motor 1.0L em seu modelo GOL , visando aproveitar da isenção de impostos para motores pequenos (Os carros populares), e acabou por inaugurar o principio do Downsizing em nossa região (um motor pequeno com desempenho superior). Infelizmente a ideia inicial de se vender um carro 1.0L a preço popular com desempenho de um carro 1.6L foi desvirtuada mais uma vez dando ao modelo o apelo de carro esportivo, logicamente com o preço que beirava um veiculo equivalente com motor maior.



Mas afinal o que são e como funcionam as turbinas ?

Diferente da Turbina de aviação, que é um grande Compressor / Rotor rotativo (invenção inglesa, mas utilizada na 2ª Guerra Mundial apenas pelos alemães), as turbinas automotivas são um conjunto de um compressor e uma turbina encapsulados em caracóis metálicos, que trabalham interligados por um eixo. Os gases de escape movimentam a turbina montada no coletor de gases de escapamento, que por estar interligada ao compressor, montado no sistema de admissão de ar, aspira e pressuriza o ar para dentro do motor. Com uma quantidade maior de ar, injetando-se a quantidade correta de combustível , a queima no interior do motor gera maior toque e potencia com melhor eficiência. O eixo do Turbo compressor pode chegar a 150.000 rotações por minuto , por isto sua construção é envolta em caríssimos processos de precisão mecânica o que torna seu preço bastante elevado .

A eficiência energética de um motor aspirado (Sem turbina) esta limitada a quantidade de ar que o motor consegue aspirar durante seu funcionamento. Perdas de carga (passagem de ar pelas tubulações) ocorrem no filtro, nos dutos que levam o ar ate o interior do motor, no cabeçote e principalmente nas válvulas. Com um compressor na entrada dos gases de admissão aumenta-se a pressão nos dutos “empurrando-se “ uma quantidade maior de ar para o interior da câmara do motor onde uma queima com maiores quantidades de combustível e ar ocorrerá , mais completa e mais intensa.

“Em outras palavras, os gases do escapamento impulsionam, através de uma hélice, um rotor que, por estar interligado ao compressor, faz com que esse, através também de hélices, empurre o ar para o coletor de admissão, para que em seguida esse ar seja queimado junto com o combustível. É assim que funciona a compressão do ar nas turbinas”

As turbinas em geral, possibilitam que motores pequenos operem com alta eficiência , e desta forma com melhor consumo de combustível e níveis de emissões mais baixos.

Um dos problemas mais comuns observados nas aplicações de turbinas, é a sua eficiência em baixas rotações do motor. Em baixas rotações, a quantidade de gases de escapamento não são suficientes para elevar a rotação da turbina e por consequência elevar a pressão imposta ao sistema, gerando o que chamamos de “turbo Leg”.

Um “buraco” de potencia nas baixas rotações é notado, sentindo-se um verdadeiro empurrão quando o motor atinge a faixa de 2500 a 3000 RPM. Esta característica “típica” de veículos dos anos 60 a 80, foi minimizada, chegando ser imperceptível com a implementação de turbinas com vários estágios , com geometria interna variável ou ate com o auxilio de um motor elétrico do lado da turbina nas baixas rotações.

Os desenvolvimentos mais recentes fazem com que as turbinas alterem sua geometria mudando a relação de velocidades entre o rotor e o compressor para que em baixas velocidades do motor tenha-se uma rotação confortável do compressor permitindo que o motor obtenha uma excelente performance em toda faixa de uso. 

Para os motores Flexíveis (exclusividade do Brasil), as turbinas podem ter sua pressão alterada, através de controles eletrônicos , durante o funcionamento do motor permitindo maior ou menor compressão dos gases. Isto é muito positivo uma vez que quando utilizamos etanol como combustível, podemos trabalhar com maiores pressões se comparados ao mesmo motor trabalhando com gasolina. Com este artificio podemos tirar de um motor flexível toda a sua eficiência com cada uma das diferentes misturas de combustível. A BMW 320 Active Flex e o VW UP TURBO já utilizam esta tecnologia em seus motores Turbinados.

São duas frentes que nos aproximam cada vez mais dos veículos de passageiros turbinados : A Eficiência Energética ditada pelo programa INOVAR AUTO, que penaliza com impostos montadoras que não atinjam as metas de consumo de combustível , e Pelos motores Flexíveis de alta eficiência , onde uma turbina pode fazer a diferença, quando se trata de obter a máxima eficiência de um motor com diferentes tipos de combustíveis.

A era de se caracterizar um veiculo de esportivo, só por possuir uma turbina em seu motor esta findando ! Afinal você não vê nada de esportivo em um ônibus de passageiros ou um caminhão de transporte !... Que por acaso é TURBO!

Henrique Pereira 
Matéria publicada na nossa coluna : Especialistas Fikadikaauto na revista mecânicaonline (www.mecanicaonline.com.br)