segunda-feira, 22 de junho de 2015

CARRO PARADO POR MESES PODE APRESENTAR PROBLEMAS (Garagem 360°)

Matéria "Garagem 360" com nossa participação sobre os "Maleficios" de se deixar um carro parado por longos períodos.
Pneus, bateria, combustível e pintura correm o risco de danificar se o veículo ficar muito tempo sem uso

Vai viajar? Então peça para seu vizinho dar uma voltinha com o seu carro. A recomendação pode, a princípio, não fazer muito sentido, mas ao deixar o automóvel parado e sem ligar por muitos dias, alguns problemas podem te pegar de surpresa quando você for usá-lo novamente.
Entre os danos que o veículo está sujeito caso passe muito tempo sem uso é a bateria descarregar, a gasolina estragar, o óleo decantar e os pneus ficarem deformados. No entanto, esses infortúnios, normalmente, tendem a ocorrer com os modelos que ficam parados por longos períodos – seis meses, mais ou menos. No caso de viagens rápidas, que durem menos de um mês, as chances de avarias são menores.
Mas, para evitar que qualquer situação indesejável aconteça, não há nenhum segredo ou técnica especial. A dica de Henrique Pereira, Henrique Pereira, engenheiro mecânico da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), é mesmo pedir para que alguém dirija o carro ao menos uma vez por mês na sua ausência. “Uma volta no quarteirão é o suficiente, já que irá fazer com que várias peças do automóvel trabalhem”, aconselha.
Pneus
Se o veículo ‘hibernar’ por períodos maiores do que seis meses, os pneus podem deformar, pois a parte em contato com solo irá se desgastar devido ao peso do carro.
O que também pode se dar é a perda de pressão. O ideal, então, a pessoa que irá rodar com o modelo pare-o cada vez em uma posição diferente. Fora isso, pode-se deixar o modelo sobre cavaletes.
Óleo e gasolina
“A gasolina estraga se ficar muito tempo sem uso e pode deixar uma borra no tanque”, diz Pereira. Fora isso, é possível que ocorra o entupimento dos bicos injetores. Para evitar estes problemas, a recomendação do especialista é, se o carro não será utilizado por meses, deixá-lo com pouco combustível (e, de preferência, com os aditivados, pois eles têm maior durabilidade). Se você for passar anos fora, a sugestão então é drenar todo o combustível para esvaziar o tanque.
Além disso, deve-se ter cuidado com o óleo do motor. Quando o propulsor é acionado, isso faz com que o líquido passe por diversas peças, mas, se o veículo passa meses sem ser ligado, o óleo decantará. “O condutor poderá ter surpresas desagradáveis na próxima vez que for usar o automóvel porque o óleo não está exercendo a sua função corretamente”, diz.
Bateria
No caso das baterias, se o carro ficar longos períodos parado, a arga poderá “acabar”. Isso porque o componente acumula energia gerada pelo alternador e repassa aos demais componentes por meio do cabeamento. Se o motor não é ligado, fatalmente ela não conseguirá ser recarregada.
Além disso, como explica o engenheiro da SAE Brasil, “mesmo sem rodar, o veículo faz uso da bateria. E os modernos ainda mais, já que contam com muitos dispositivos eletrônicos”. Esse consumo, portante, ajudará a diminuir a carga.
Mas dar a partida e rodar com o automóvel por cerca de 20 minutos algumas vezes no mês, ajuda bastante. Se isso não for possível e a bateria acabar arriando, o jeito será, na sua volta para casa, fazer a popular “chupeta” (ligação direta entre baterias).
Pintura
Antes de “aposentar” o carro na garagem, é importante lavá-lo para tirar toda a sujeira. Depois, o aconselhável é cobri-lo com uma capa. Mas, atenção, opte por um tecido macio e que não irá prejudicar a lataria.
“Este tipo de proteção resolve bem, principalmente se o estacionamento for aberto, pois evita que poeiras e componentes naturais grudem na lataria”, finaliza Pereira.
Rodrigo Loureiro 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CATALISADOR NÃO EXIGE REPARO, APENAS TROCA (Jornal do Carro)

Matéria sobre catalisadores publicada no Jornal do Carro , com a nossa colaboração 


O número assusta. Cerca de 3,7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência da poluição do ar, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. E, como no clima frio a dispersão de gases fica prejudicada, manter o catalisador em ordem é ainda mais vital. Esse filtro fica nos escapamentos, parte de R$ 350 nas oficinas pesquisadas, não requer manutenção, tampouco pode ser reparado – se der defeito, tem de ser trocado. 
Montado dentro de uma cápsula feita de aço inoxidável, a peça é composta por uma colmeia cerâmica que, por meio de reações químicas, transforma os gases tóxicos provenientes da queima do combustível em material inofensivo.
“Obrigatório para atender o programa que controla o nível de emissões veiculares, o Proconve, o catalisador é mais do que necessário”, afirma o engenheiro e membro da comissão técnica da SAE Brasil, Henrique Pereira. “A durabilidade é a mesma do veículo. Basta tomar alguns cuidados.”
Isso inclui manter o motor em dia, obedecendo os prazos de troca de filtros e óleo previstos no manual e prudência ao passar por lombadas – impactos na peça podem danificá-la.
Se os filtros perderem a eficácia, por exemplo, podem deixar passar impurezas para o catalisador. Nesse caso, o risco de dano é grande.
Como não é possível reparar o componente, em caso de defeito a única solução é a troca. O consumidor deve ficar atente para não levar peças falsas.
Além de causar danos ao meio ambiente, usar catalisador adulterado é infração grave. A pena inclui cinco pontos na CNH e multa de R$ 127,69.
“O componente deve ser homologado, ter o logotipo do Inmetro em relevo, inclusive na caixa, além do certificado de garantia”, diz o gerente comercial da fabricante de catalisadores Umicore, Claudio Furlan.
O preço do catalisador varia conforme o tipo de motor, modelo e ano de fabricação do carro. Para um Palio Fire 1.0 feito em 2010, a peça sai a R$ 1.725 na autorizada Fiat Amazon, na zona oeste (3674-1000).
Na SP Japan (2179-7030), concessionária Honda da zona sul, o catalisador para um Civic 1.8 de 2012 custa R$ 4.207.
Na Escap Sound (3742-9033), loja independente na zona oeste, os preços partem de R$ 350, para modelos 1.0 e R$ 400 para os 1.6 e de R$ 480 para os 2.0. Esses valores não incluem a instalação. É preciso acrescentar os preços da mão de obra.
Carina Craveiro - Jornal do Carro